28 de outubro de 2006

... NA SOLIDÃO!!!


Solidão...
Quem é você...
Que ataca silenciosamente, lentamente...
Quando menos espero.
Quem é você...
Que machuca
Que mexe com meus
Mais profundos sentimentos.
Quem é você
Que no menor vacilo
Ataca traiçoeira
Machucando trazendo
As boas e as más recordações.

Quem é você que me faz chorar
Quem é você que me faz querer colo
um abraço, um beijo, um ombro amigo...
Quem é você que tanto me machuca...
Solidão...
Por que você é tão má
Será que um dia poderei
Dizer-te adeus.
Será que um dia irei viver
Sem a sua triste companhia
Nestes vai e vem da vida
Vou vivendo, fugindo...
Até conseguir me livrar
Por completo da sua companhia
(DA)

26 de outubro de 2006

Além de mim!!!


Hoje tive tempo de olhar para o céu e perceber que sobre a minha cabeça brilham milhões de estrelas e muitas outras que a minha vista não alcança.
Sob os meus pés está a terra, planeta água, a gravidade que me mantém presa ao chão, chão sujo...chão molhado... chão limpo... chão pisado.
Além de mim existem outras pessoas, com necessidades diferentes e direitos iguais, seres humanos que seguem o seu caminho e que se cruzam com meu de vez em quando.
Além de mim está tudo embaciado, uma neblina esconde o que eu gostaria de ver... pessoas sem rosto... gritos sem dono... sussurros sem bocas.
Além de mim existem fronteiras, estão os alvos para aqueles que são os arqueiros, estão os fortes que são fracos e os sozinhos que estão acompanhados.
Além de mim estão às batalhas perdidas, está o sangue do inimigo derramado nos campos, estão linhas imaginárias que eu tenho que cruzar.
Além de mim está aquilo que eu não consigo entender... está a morte e a vida... o erro e a sorte... está o pouco e o suficiente.
Além de mim os meus olhos ficam doentes pela falta de luz, além de mim está o inesperado que será escrito pela vida... já amanhã... além desse meu ponto final.

15 de outubro de 2006

... Se tudo fosse prefeito!!!



Se as coisas fossem perfeitas!
Não existiriam lições de vida
Não haveriam arrependimentos
E nem descobertas...
Se tudo fosse perfeito...
Mãos não se uniriam
E sonhos não seriam valorizados.
Olhares não se completariam...
E gestos passavam despercebidos.
Se tudo fosse perfeito...
As lágrimas não existiriam...
As palavras seriam perfeitas...
Se tudo fosse perfeito...
Dores não existiriam
E a cura não seria procurada...
Se tudo fosse perfeito...
Não haveria a busca pela perfeição...
Nada é por acaso...
Pois nem o destino...
É Perfeito!!!

14 de outubro de 2006

A Pessoa Errada!!!


Pensando bem em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve, e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa Faz tudo certinho Chega na hora certa, Fala as coisas certas, Faz as coisas certas, Mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça Fazer loucuras Perder a hora Morrer de amor A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar Que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais Verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa Essa pessoa vai te fazer chorar mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas Essa pessoa vai tirar seu sono mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo porque a vida não é certa Nada aqui é certo O que é certo mesmo, é que temos que viver Cada momento Cada segundo Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus deu tudo certo" Quando na verdade, tudo o que ele quer É que a gente encontre a pessoa errada Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...

(Luis Fernando Veríssimo)

8 de outubro de 2006

As flores...


...Hoje, as mais lindas flores...
O mais aberto sorriso...
O mais carinhoso dos abraços...
Que a felicidade de mim transborde, inundando as pessoas a quem quero bem...
Pois que hoje, a felicidade me é maior que o corpo, que o mundo, a vida!!!
Não permita Deus que eu me torne o ser egoísta e insensível que só compartilha tristezas....

4 de outubro de 2006

Saudade!!!


Eu disse que tinha saudades tuas… a tua resposta foi "o ser humano é assim"... frio como só tu sabes ser...
Eu digo que vou sentir falta desse curto espaço de tempo durante o qual pude provar o teu gosto, o teu cheiro, teus sentidos.
Mas eu minto!!!
Porque vou sentir falta mesmo de tudo o que nunca seremos.
Saudade do que jamais viveremos juntos, das coisas que jamais experimentaremos.
Saudade de nunca ter ido contigo ao supermercado, de nunca ter disputado pelo sabor do sorvete, pela marca da pasta de dente, pelo rótulo do vinho.
Saudade de nunca ter lido contigo ao meu lado na cama, de nunca ter escolhido contigo o filme que iríamos ver, ou o restaurante no qual jantaríamos e beberíamos depois.
Saudade de nunca me ter sentado contigo no sofá da sala para conversar sobre uma viagem qualquer, de nunca ter acordado a teu lado num sábado de manhã, e me levantado para tomar café na cozinha, e voltado para cama.
Saudade de não ter a chance de ler o jornal de domingo contigo e de depois sair para correr na praia.
Saudade de nunca ter decorado contigo uma casa, de nunca me ter zangado contigo por ciúmes, de nunca ter feito as pazes apaixonadamente na cama, de nunca ter comemorado o nosso aniversário.
Saudade de nunca ter voltado para casa e encontra-te na sala á minha espera, de nunca te ter visto chorar, de nunca ter tido a oportunidade de entender porque tu tens esse...............
Saudade de não te ver envelhecer, de não saber como seriam os nossos filhos, de nunca ter conhecido a tua família ou as pessoas que marcaram e marcam a tua vida.
Saudade de nunca ter tocado no teu rosto em público, de nunca te ter beijado a tua boca em público, de nunca ter tocado o teu cabelo em público.
Saudade de nunca ter passeado contigo de mão dada.
Saudade de nunca te ter ouvido dizer que me amas, de não poder ser quem tu gostarias que eu fosse.
Mas, principalmente, saudade de nunca ter olhado dentro dos teus olhos naquela noite.
Porque teria sido nessa hora, no momento em que meus sentidos e meu corpo faziam o abençoado trabalho de te conduzir, doce e apaixonadamente, ao melhor lugar do mundo, que eu poderia ver muito de perto - a ponto de poder tocar se quisesse – a tua alma!
E assim, quem sabe, me seria dada a preciosa chance de reescrever a nossa história – talvez uma das mais belas histórias de amor jamais escritas - e agora para sempre interrompida.

3 de outubro de 2006

Hoje vou falar de amor....

Bom…bom é fazer isto que estou a fazer agora, bom para mim, talvez bom para quem ler ...vou escrever sobre amor.... rss (que pretensão).
Mas não vou sozinha, vou pedir ajuda a alguns poetas para me emprestem as suas palavras. àqueles que falam em seus versos sobre "as ausências", "sentir falta", “sentir saudades de ”.... “Hoje não a lastimo/Não há falta na ausência. /A ausência é um estar em mim”. Sim Drummond... como eu entendo, esse “não estar mais” que permanece. Esse longe dos olhos mais perto do coração... “porque a ausência assimilada/ninguém a rouba mais de mim”. É facto consumado Drummond...é parte que não se quebra, é porção que não se dilui...

Mas é esse menino de olhos verdes chamado esperança que me faz levantar todos os dias da cama com um beijo doce… eu procuro-o incessantemente mas no fundo não quero encontrá-lo.... “Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pertence ao mundo e a toda a gente.”. É verdade Bernardo Soares, mais uma pessoa de Fernando Pessoa, meus sonhos sempre tiveram vista para o mar. Mas este mar não é o mesmo oceano que banha as costas e que castiga as rochas no final da praia, este meu mar é o meu destino, pertence a um tempo eterno que não cabe em relógios. (o eterno... não tem fim)

Corram vocês, pois eu já não tenho pressa, sei que vocês vão andar, andar e andar e no fim vão voltar para o mesmo lugar. “Aqui está minha herança/este mar solitário/que de um lado era amor e, do outro, esquecimento...”. Este verso que nasceu das mãos de Cecília Meireles, faz-me lembrar que antes que de ser, eu já era amor.

Vim ao mundo para ser um grão de areia que um dia voltará a ser montanha...a filha que se torna mãe e a mãe que se torna filha. Nesse mar de Cecília onde as margens são contrárias e as praias opostas, quando as ondas se tornarem esquecimento, eu serei viagem, pois até mesmo sem avião se voa e sem barco se navega.
Esse brilho eterno de uma mente sem lembranças por mais que se queira apagar uma lembrança, esta transforma luz em som e grita “poderás mesmo apagar-me???” (por isso eu acho que nós deviamos nascer com um botão de on/off)

E quando este mar for amor e ele estiver a morrer devagar na ponta dos meus pés eu direi… direi que enquanto o meu coração ferve e meu sangue entra em ebulição, as minhas mãos estão frias, pois esse texto é a minha voz e a minha boca fala do que está cheio o meu coração.

Também é real o que o pensamento… pensa ser invenção. O Titanic afundou, mas “my heart will GO on”.
O meu coração irá continuar a navegar por esse mar para sempre até encontrar...