22 de janeiro de 2007

Depois de tudo!!!



Depois de tudo
o vazio se instalou
sem som, sem imagem
apenas uma vaga vontade
de voltar a posição fetal
e nela fazer o papel principal.
Depois de tudo
não importava o frio
muito menos o calor
nem se o céu estava estrelado
ou se era dia e o sol raiou.
Depois de tudo
precisava-se de silêncio
sem perguntas, nem reclamações
sem questionamentos, nem interrupções.
Depois de tudo
talvez só o escuro
fosse um lugar seguro
pra nem se cogitar enxergar
muito menos pensar
se o depois de tudo
um dia iria se acabar.
Silvana Duboc

5 de janeiro de 2007

Quase!!!


Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz?
Em vão...
Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
-Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...