31 de julho de 2008

15 de julho de 2008

Vou de férias!!!


A todos os que diariamente me visitam, quero agradecer todo o carinho.
Vou estar ausente por uns dias. Finalmente as férias.
Para os que já estão de férias, que tudo corra como desejam.
Para os que ficam, tudo de bom.
Beijos doces e o meu carinho.
Até breve!!!

13 de julho de 2008

RENÚNCIA




Disse um cancioneiro popular, num instante de muita inspiração que:

"O difícil no amor é saber renunciar."


Tem razão o nosso poeta popular.
A renúncia é o maior, o mais sublime e o mais nobre de todos os sentimentos humanos.
Renunciar a algo que queremos com todas as forças de nosso coração, mesmo sabendo que este acto nos corrói a alma, é necessário coragem, abnegação e força interior.
Todo ser humano nasceu para ser feliz, amar, doar, sorrir, cantar e também ser amado.
Se existir reciprocidade a dois, nossa alma abre como o botão em flor.
Entretanto, se há necessidade de renunciar, a alma se fecha, se isola e vai morrendo aos poucos, numa agonia lenta, inexprimível, jogando-nos no abismo do desespero e do fracasso.
Feliz é o ser que consegue suportar sem sucumbir a uma renúncia e viver de uma saudade; pois a renúncia dói, punge dilacera, mata.
Renunciar a um amor é ir morrendo aos poucos deixando para trás um rastro de tristeza, saudade, solidão e mágoa, vendo a felicidade tão próxima e sentindo a necessidade de se afastar dela bem devagarinho... até o epílogo da vida.



(Elzi Ferreira Maia)

8 de julho de 2008

O Tempo passa...




Você sabe...
O tempo passa
e nos envolve em suas teias...
E nos deixamos levar por ele,
embalados na rotina;
Sem cometer loucuras,
Sem cometer desenganos,
Sem afrontar sentimentos,
Sem pensar no espaço reduzido
que ele nos presenteia.

E ouvindo a melodia tênue de um pássaro no horizonte,
pensei em nós...
Em nossa presença.

Se um dia,
Esse tempo relâmpago,
me levar embora sem lhe beijar a face,
e apagar a vida em meu ser,
Talvez possa entender o que trago...

Trago a sensação
de suas mãos nas minhas,
O deleite de um abraço apertado,
e a ternura de um beijo em todas as sua maneiras...

Definição não as trago...
Trago risos, enfeites,
melodias...
Trago luzes e cores...
sem nenhuma explicação...
Em nossa presença.

E quando o tempo passa,
tenho a sensação de perdê-lo...
Em tantas ruas por onde caminhamos,
Em todos os questionamentos que detectamos,
Em tantas vidas que tivemos...

Respostas, não as trago...
Trago a sensação de possui-lo,
sem antes estar contida em suas noites...
Trago a sensação do tempo,
Tempo passado e presente,
como se todas as nossas estradas,
nos levassem um ao outro...

Trago meu olhar,
Nesse último pôr de sol,
Através dele saberás
o quanto brilha a estrela
nessa noite de inverno...
São os sinais de que precisamos,
para que nunca
nos percamos novamente....






3 de julho de 2008

Relógio do coração...



Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas.

Há eventos que marcaram, e que duram para sempre o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado.

Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade".

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.

Pense nisso...


(Alexandre Pelegi )