7 de outubro de 2010

APARAS DA VIDA!!!


Restos de papeis rasgados,
em duros embates da lida,
fragmentos de tempo amassados,
pequenas notas, retalhos,
simples aparas de vida.

Almas hoje distantes,
corações aflitos, ex-amantes,
buscando no caos a razão,
como num jogo jogado,
em perseverança e doação.

Mãos que se tocam nervosas,
perdidas na confusão,
corações ansiando por aquietar-se o vento,
para entender a equação.

Antes que o vendaval tudo espalhe,
encontrar o pedaço, o detalhe,
o beijo, o abraço,
o cerne, o princípio do fim,
o momento da escolha, o sim.

Tentar recompor
o todo rasgado, incompleto,
como o bom jogador,
que remonta um jogo,
e faz renascer um afecto.

Mas, como acolher carências,
juntar coerências,
como sonhos e esperanças,
sem apartar paradoxos,
como Amor e dor?

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2 comentários:

  1. Que bom, Cris, a publicar novamente e em grande estilo. Parabéns. Continua.
    Beijinhos.
    António

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  2. Olá Cris, belo poema...Espectacular....
    Cumprimentos

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Obrigada pelo carinho da tua visita.