18 de outubro de 2010

Som do coração...



Repousa o olhar no horizonte

Lá onde tudo é possível

O imprevisível, o abraço imenso

O inesperado encontro

O sonho, as tolas intenções

E o principiar da vida

Cabe apenas em uma palavra

Quando em silêncio, digo: Amo-te!

Há um ritmo singular

Que acalenta e embala

O amor inconfesso

Na solidão do olhar

No espaço suspenso

Entre a realidade e o sonho

Refugia-se o coração

À beira da revelação íntima

Cumpre seu desígnio secreto

Percorrem os teus caminhos

Os passos da minha emoção

Até o limiar onde me aquece

A chama do desejo incontido

 
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7 comentários:

  1. Olá Cristina, belo poema...Espectacular....
    O som aniquila a grande beleza do silêncio.
    Autor: Charles Chaplin

    Cumprimentos

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  2. Olá Cris.
    Com estás, bem?
    Espero que te encontres em franca recuperação e, quase a 100%!

    Gostei muito deste poema, menina. Se é teu, muitos parabéns!

    Gostei tanto que li, reli e… guardei-o (sem pedir autorização... ) o teu delicado poema.

    Obrigado por partilhares connosco tão bonitas palavras.
    Beijinho e, força aí.

    JGC

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  3. o querer secreto do coração
    ou os ventos indizíveis que movimentam as emoções
    podem levar-nos a trilhar caminhos surpreendentes
    aos quais diríamos antes não



    facilmente esquecemos que também somos sonho e quimera
    sopa de lava cozinhada no mar das emoções
    percorrendo-nos as veias como as nuvens
    que se passeiam mutantes no céu largo da na minha ilha



    preciso com urgência de um barco e mais uma vida
    para encurtar o longe e amar o novo
    amar-te do princípio
    onde começam os primeiros amores
    com o fervilhar dos poemas
    os receios e as sucessivas descobertas
    saboreadas entre murmúrios de dois seres em sintonia



    espera-me na tua praia
    chegarei doirado e triunfante com o último sol da tarde e
    para que não sintas a espera agigantar-se
    colhe para mim junto à rebentação
    as pedrinhas mais suaves e que melhor se aconchegarem
    na tua doce mão


    buteo-buteo

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  4. Boa tarde Cris,que saudades de você querida.Que bom que retornou e nos encanta com seus lindos poemas.
    Beijos com carinho

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  5. Nesta sexta-feira fria, escura e solitaria, em que derrepente bateu uma saudade indisivel de Portugal e da gente bela que o habitam, este poema penetrou um coracao ha tanto tempo cerrado.

    Obrigada.

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  6. Gostei muito Cris. Continua bjs

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Obrigada pelo carinho da tua visita.