18 de outubro de 2010

Som do coração...



Repousa o olhar no horizonte

Lá onde tudo é possível

O imprevisível, o abraço imenso

O inesperado encontro

O sonho, as tolas intenções

E o principiar da vida

Cabe apenas em uma palavra

Quando em silêncio, digo: Amo-te!

Há um ritmo singular

Que acalenta e embala

O amor inconfesso

Na solidão do olhar

No espaço suspenso

Entre a realidade e o sonho

Refugia-se o coração

À beira da revelação íntima

Cumpre seu desígnio secreto

Percorrem os teus caminhos

Os passos da minha emoção

Até o limiar onde me aquece

A chama do desejo incontido

 
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7 de outubro de 2010

APARAS DA VIDA!!!


Restos de papeis rasgados,
em duros embates da lida,
fragmentos de tempo amassados,
pequenas notas, retalhos,
simples aparas de vida.

Almas hoje distantes,
corações aflitos, ex-amantes,
buscando no caos a razão,
como num jogo jogado,
em perseverança e doação.

Mãos que se tocam nervosas,
perdidas na confusão,
corações ansiando por aquietar-se o vento,
para entender a equação.

Antes que o vendaval tudo espalhe,
encontrar o pedaço, o detalhe,
o beijo, o abraço,
o cerne, o princípio do fim,
o momento da escolha, o sim.

Tentar recompor
o todo rasgado, incompleto,
como o bom jogador,
que remonta um jogo,
e faz renascer um afecto.

Mas, como acolher carências,
juntar coerências,
como sonhos e esperanças,
sem apartar paradoxos,
como Amor e dor?

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