22 de junho de 2015

Espera...




Observo a paisagem da minha janela e vejo as pessoas tristes!!!
Estão paradas a pensar na tristeza das suas vidas, no vazio das suas relações.
Talvez eu esteja também a evitar que as marcas de um grande amor me transformem.
Esta noite tu estás na minha mente, nas minhas memórias e... não o sabes.
Estou cansada...
Estou tão cansada!
Tenho sede e fome do teu amor, do teu tempo, mas sem ter como saciar estes desejos.
Onde estás?
Como estás?
Com quem estás?
Fazes ideia do quanto preciso de te ver a deslizar por aqui?
Imaginas o quanto gosto de ti?
Sou muito jovem para me manter presa a este amor e muito velha para me libertar e correr por esse mundo fora.
Engraçado… às vezes temos que acordar para descobrir que na realidade está tão só.
Espero por ti ardendo de saudade e desejo.
Alguma vez terei a teu doce rosto de volta?
Oh Amor, estou à tua espera… mas já é tão tarde…
Estou solitária nesta casa, com a cama feita, os lençóis imaculados prontos para te receber.
A janela aberta deixa a lua entrar.
Fecho-a, olho para o fim da rua à espera de ver a sombra da tua imagem na minha direção.
Nada vejo.
Deito-me...
O meu corpo rebola-se e anseia por dormir mas o sono nunca mais vem.
E tu também não…

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