12 de agosto de 2015

Coisas do coração!!!





A Alma vai-se abrindo para o mundo sempre que alguém diz que “gosta” ou avança com um “sim”.

Às vezes basta só um “gosto” para que a porta se abra e a alma se espelhe.

Mas esse, tem de vir da pessoa certa para a coisa certa.

Na generalidade não basta um, não bastam dois, não bastam três...

Têm de ser muitos para podermos acreditar.

Ouvir “sins” e “gostos” vicia.

Quando se tem um, quer-se outro e mais outro e assim por diante. Os “sins” mimam, os “gostos” animam e o mimo e o ânimo dão azo ao capricho.

Quando se diz que se gosta ou não gosta é sinal de atenção e todos nós precisamos de atenção. Uns mais do que outros, é um fato.

Mas que precisamos, precisamos e assim, grande parte do nosso tempo é usado para chamar a atenção e ter mimo de quem está ao nosso lado ou ao nosso alcance.

Faz parte do dar, receber assim como faz parte do receber, dar.

Leia-se o que está escrito.

Receber e dar têm de ser recíprocos, não têm de ser na mesma altura.

Há alturas próprias para umas e para outras. Dai o capricho ter sido metido ao barulho. Às vezes queremos demais. Deixar os “gostos” e os “sins” chegarem e entrarem e dá-los de volta na altura certa  é uma ciência exata e exige sabedoria.

Mas é aqui que a porca torce o rabo, porque não é a razão que manda é o coração e só é bem aceite se vier do fundo dele.

A ciência está em saber ler o que vem do coração.

Dai a célebre frase de Antoine de Saint-Exupéry “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”

Viver é sentir. Saber viver é aprender a retirar dos sentidos aquilo que nos faz bem e muitas vezes o que nos faz bem é ver e fazer os outros felizes porque são eles também que nos fazem felizes. É o nosso contraponto.

E posso dar voltas e mais voltas e andar em pescadinha de rabo na boca que por mais voltas que se dê, vai-se sempre para ao mesmo lugar.

O coração...

2 comentários:

  1. For you :)


    PARA ONDE VAI O AMOR QUE SE PERDE?

    Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
    Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
    Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
    Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”.
    Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…
    Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
    Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
    No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
    Ela era obviamente diferente da boneca original.
    Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.
    Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
    Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

    May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post)

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  2. Lindo Zé:) adorei, grata pelo teu carinho.

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Obrigada pelo carinho da tua visita.