29 de setembro de 2015

A certa altura...





A certa altura da vida temos só duas ou três certezas e uma infinidade de dúvidas, mas essas duas ou três certezas são suficientes para suplantar todas as dúvidas na bolsa de valores dos nossos sentimentos.

O pensamento não compreende todas as coisas ou o conjunto de acontecimentos definitivos ao qual chamamos destino.

Mas há uma certeza irónica na alma. Ela parece saber de tudo.

Nós cometemos muitos erros, fazemos um monte de asneiras, mas temos sempre a possibilidade de nos redimirmos.

A certa altura da vida os nossos sentimentos estão fracturados, cansados por tanto abuso emocional. 

Ai esses apegos!!!

Há certos acontecimentos, esses que o pensamento não compreende, mas a alma entende, que sabemos que só milagres seriam capazes de nos salvar.

É sempre preciso acreditarmos em algo que transcende nossa compreensão.

A certa altura da nossa vida paramos para pensar o que estamos a fazer com a nossa existência.

E quando chegamos a algum veredicto, e sentimos que tudo que vivemos nos leva a lugar nenhum entramos em parafuso.

Dá aquela angústia!!!

Eu combato isso pensando que se estou indo para lugar nenhum... talvez esse lugar seja exactamente o lugar para onde eu tenho que ir.

Esse lugar nenhum... talvez seja um lugar mais seguro do que o mundo no qual vivo...



9 comentários:

  1. Olá Cris, tudo bem?

    Desapega amiga, és muito melhor que tudo isso.
    Deixa ir, e verás que, o que te espera é sem duvida bem melhor.

    Beijo e uma semana em grande

    ResponderEliminar
  2. Olá, Cristina!

    Antes de mais, deixa que te diga que gosto muito do teu nome, porque não tem época e está sempre na moda. E mais, lembra a realeza.
    Como fiz cadeiras na Faculdade de cronologia ou com esta ciência relacionadas, facilmente, chegamos às eras/anos que as pessoas, os factos, mais ou menos têm. Agora, são as "Beatrizes", as "Leonores", predominantemente. Antes, foram as "Tânias Vanessas" e "Carlas Sofias". Enfim, o teu nome, é um daqueles que está na berlinda, pke tanto pode pertencer a uma menina de 5 anos como a uma senhora de 50.

    Agradeço a tua visita ao meu blogue e tb o facto teres relido o k por lá encontraste, e há comentários, k valem mesmo a pena ser lidos por quem por lá passa.

    Bem, "desenferrujada" a língua e feita a introdução k me já me pairava e dançava na ideia, há algum tempo, passemos ao texto, que considero muito positivo, inteligente e construtivo. Li, eu leio e escrevo muito, há alguns dias um, muito semelhante a este, mas escrito por um brasileiro e aquela expressão. "Dá aquela angústia!", também aparecia lá. Se o texto foi escrito por ti, e após outras leituras, é natural que se note a influência que a Língua Brasileira tem sobre a nossa, tal como as expressões que vamos adquirindo, o linguarejar deles, como eles dizem, nos influencie como o batidíssimo e banalíssimo: "tudo bem"?

    Este texto aprova e condena. Já reparaste? Todos temos uma função a desempenhar na vida, e queremo-la boa, mas, por vezes, damos por nós, sem fio condutor. Perdemos o prumo, o fio. E é nas perdições, no bater no "fundo do poço", que, muitas vezes, nos encontramos.

    Gostei da reflexão! Gostei!

    Excelente tarde e dias aprazíveis, pedem-se, exigem-se!

    Beijos e um sincero abraço, celestial, não há melhor!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E acredita minha amiga Céu, que eu bati no fundo...
      Bem lá no fundo.
      E hoje olhando para o que se passou, constato que foi tolice pois não perdi nada que valesse a pena e ia perdendo a vida.

      Beijo doce

      Eliminar
  3. E foi preciso isso para aprenderes, para perceberes que há pessoas e coisas que não valem nem uma lágrima, daquelas que algumas pessoas, sobretudo mulheres, ensaiam, que chegadas ao chão já estão secas.
    "Tonta"! Não perdeste nada que valesse a pena e quase ias perdendo a vida.
    Mas, agora, "interrogo-te" eu: mas quem, para além dos teus pais, ou filhos, se os tiveres, vale sacrifícios desmedidos ou lágrimas, mesmo poucas que sejam? Quem? Se é o que estou a deduzir, ah, Cristina, a "linha de montagem" é toda igual, portanto, tu és senhora e detentora do teu destino.

    Esqueci-me de dizer-te, esta tarde, que gostei da imagem que encima o texto publicado. Adoro saias compridas e vestidos, mas não gosto de caminhar a esmo, sem destino, como demonstra a figura. Há quem diga, aliás, e é até uma conversa bueeeeeeeeeeeé antiga e sem ponta de graça e gosto: "não me siga, ando perdido/a". Enfim, que andem perdidos, mas não façam perder os outros, que, ingénua e sinceramente acreditam nas patranhas, nas cantigas de amor e nos falsos afetos. Se tens quatro gestos afetivos para dar, dá só um, depois vê a reação, e só continuarás a "operação" se valeu a pena o primeiro, e aqui não vou citar Pessoa, pke a alma tem de ser proporcional, tem de ter/ser do tamanho daquilo que lhe fazem.

    Dorme bem! Eu tenho ainda que ir escrever umas coisas sobre afetos, reais e fictícios.

    Beijos e fica serena!

    ResponderEliminar
  4. Cristina, tenho e devo retificar o seguinte no comentário de hoje, o primeiro, pke está num Português, enfim, de fugir, e para quem tem formação superior na matéria, isto é uma vergonha e um desprimor.

    Então será: 3º parágrafo - Agradeço a tua visita... e tb o facto DE teres relido... e há comentários que valem mesmo a pena SEREM lidos.

    Beijos.

    ResponderEliminar
  5. Abençoada quinta -feira!!!!!!!!!!!!! Beijos

    ResponderEliminar
  6. Tenho por mim que esta reflexão sobre nós mesmos e nossos atos, apesar de mostrar muitas verdades dolorosas, é melhor do que vivermos no automatismo de uma experiência que já não nos basta...e o lugar nenhum pode, afinal, ser o lugar neutro o bastante para nos desapegarmos do que nos tolhe e nos reencontrarmos com nossa alma.
    Um abraço!
    Bíndi e Ghost

    ResponderEliminar
  7. Desapegar ajuda muito rsrsr
    Eu pratico o desapego.
    Texto lindo e bem reflexivo.
    Bjus

    ResponderEliminar

Obrigada pelo carinho da tua visita.