17 de setembro de 2015

Como eu gosto de ti!!!




Como eu gosto de ti, ninguém o entenderia. 

Gostava que as coisas simples nos invadissem e que somente elas nos fizessem mover. 

Algo tão simples como falar apenas com uma troca de olhar, sentir o coração bater com um abraço, o transpirar de mãos dadas, o sal da pele e o cheiro... 

Esse é dos perfumes mais raros, e o que eu escolheria para usar sempre... O teu cheiro.. 


Tenho-o na rotina do meu dia, juntamente com o cheiro da tua memória...

E como eu gosto de ti e do teu cheiro, que nem o mundo o aceitaria, só eu sei, de dentro para dentro, como um confim de baús entreabertos de onde escuto a tua voz segredando-me tudo sobre ti e mais o rasto da tua presença, pernoitando-me de corpo fixo e amor esquivo, a temperança das tuas enchentes...

O amor, o amor, o amor... O amor faz-nos pensar, faz-nos sofrer, faz-nos agarrar o tempo, ou esquecer o mesmo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te, mas também te compensa. As vezes é prémio outras castigo. As vezes salva-te, pois é um farol aquando de um naufrágio. O amor é alegria, mas as vezes tristeza....

O amor faz com que as coisas mais simples nos invadam e que somente elas nos façam mover... Gostava que te deixasses invadir pelas coisas simples e que só elas te fizessem querer-me. Querer a lua deitados na praia. Ouvir o mar de olhos fechados. Sentir o frio da areia nos pés. Sentir o escuro da noite. Sentires-me...

Gostava de me invadir em ti com coisas simples e que só elas me fizessem tocar-te. Eu, tu, um filme e uma fatia de bolo de chocolate, um chá de frutos silvestres ou mesmo uns scones com manteiga e compota. E sempre com aquele único e sentido abraço, daqueles que apertam muito mais por dentro do que fora. Daqueles que nos agarram pela barriga e nos revolvem cada pedaço do que somos.

Um abraço que não se aperta com os braços. Um abraço que se aperta com as vísceras. É nele que encontro o meu porto seguro, o turbilhão de sensações que os mesmo geram, únicos, especiais e que me dão a certeza e a vontade da entrega incondicional, redentora, apaziguadora, bela, eterna...


Um abraço com " borboletas na barriga ".

No paladar trago uma bebida doce, que ainda hoje me sabe a ti... E eu, eu soube, desde a primeira vez que te vi, que corria o risco de te querer para todo o sempre..
Não devia ter-te deixado entrar assim na minha vida, não devia. Mas não pude evitar... Entraste em mim como se de um assalto se tratasse e foi doce resistir.


Agora quero expulsar-te, e não consigo.

Perdi-me completamente em ti, por descuido, e agora não me encontro sem ti. Fecho os olhos e faço por fixar uma só imagem na memória, um só movimento curto dos teus braços, um sorriso na tua cara, uma única palavra, boa ou má, e não consigo. A imagem escorrega, desfaz-se no centro ou nos cantos. Quanto mais tento, mais me escapa. Volto atrás e recomeço. O que me vem não é o mesmo e não quero abrir os olhos para não ter que não te encontrar.

Ele continuará a existir em ti, porque o amor tem o dom de permanecer debaixo da pele e no brilho dos olhos de quem o guarda. 


Só isso se guarda: o amor, as palavras e a coragem de os viver por inteiro!!!


Gosto de ti... infinitos!!!






7 comentários:

  1. Molto piacevole la lettura del brano
    Un caro saluto da Roma, silvia

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  2. Olá, Cristina!

    Li o seu amoroso texto, duas vezes, para o sentir, não como a autora, está visto, mas para me tentar aproximar deste "transe", mas não consegui.
    No comentário k deixou no meu blogue, disse-me k sempre escreveu assim, e k passou, k teve de ultrapassar alguns "planaltos" na sua vida. O importante é k os tenha conseguido ultrapassar, pke o passado fica, tem de ficar, para a História, nem k seja da gente.

    Somos diferentes na escrita (talvez, a sua escrita seja como a minha, mera ficção em 90% dos casos. Queira Deus! Caso não, sofreu e continuará a sofrer mto e nenhum homem merece tal estado de alma), e provavelmente na vida.

    O tempo dos grandes, inesquecíveis e únicos amores já lá vai. Romeu e Julieta, Ana Plácido e Camilo, enfim, alguns do género, estão descontextualizados e amor e uma cabana, tb, já não se aceita.

    A mulher tem de valorizar-se e não "escravizar-se".

    Não entenda o meu comentário como destrutivo, negativo, mas sim como construtivo das mentes femininas.
    A mulher, sempre teve, embora isso lhe foi negado, não permitido, um lugar muitoooooooooooo importante na sociedade, mas ela não o tem sabido aproveitar. Já demos alguns passos, mas o caminho ainda é longo, mas COM CERTEZA que lá chegaremos. Não queremos ser iguais aos homens, não, pke cada um tem o seu lugar. Queremos complementaridade, apenas.

    Bom fim de semana.

    Beijos, com estima.

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    1. Olá Céu. Grata pelo seu comentário e não deixa de ter razão, pois também hoje acho que há homens que não merecem este estado de alma. Beijinho grande e bom fim de semana.

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  3. Oiçam este poeta de tostão
    Que já prometeu e pediu uma mão
    Oiçam a palavra salgada de saliva
    Não tenho muito lugar, em ti, paixão


    Passei para te desejar uma radiosa semana

    Doce beijo

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    1. Olá Profeta, sem um prazer a tua visita. Beijinhos meus e feliz semana

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  4. Á pessoa especial que és :) Acho que já te disse isto "Há quem perca o euro milhões por causa de raspadinhas"

    “Recomeça. Se puderes Sem angústia E sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar e vendo O logro da aventura. (…) Torga TORGA, M., Diário

    Beijo com borboletas na barriga 

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    1. Olá Zé Miguel, obrigada pelo Torga, gostei :)
      Beijo doce

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Obrigada pelo carinho da tua visita.