4 de novembro de 2015

Dance with my father again!!!




Existem dores que não falecem nunca!!!

Não as conseguimos enterrar, nem tão pouco esquecer, é que nos ficam, irremediavelmente, marcadas na memória como uma cicatriz permanentemente aberta!

Faz hoje 13 anos, uma dessas dores chegou-me de forma súbita, crua e chocante! 

A partir desse momento ficou a morar em mim a solidão, o abandono sentido da tua perda, um vazio que me consome, por vezes, a alegria, como se fosse um buraco negro perdido na minha alma.

Parte de mim ficou irremediavelmente perdida nesse universo de tristeza, de projecções que não foram realizadas, de histórias que não foram contadas, de desejos não concretizados… e, simultaneamente, são muitas as recordações que ficaram presas à minha memória e que sofrem por terem terminado de crescer e, hoje, não passarem apenas de doces lembranças.

Não! Não se esquece! Esta dor não acaba por passar!

Aprende-se a conviver com ela, um pouco mais todos os dias, porque esta dor é inevitável!

Por todos os silêncios, que agora são constantes, por todos os beijos que deixei de dar e receber, por todos os abraços que se anularam, e pela mão protectora que me deixou de acarinhar a cabeça!!!

Hoje, porque te amo pela eternidade, se pudesse congelar o tempo, era contigo que dançava!!!




5 comentários:

  1. Não sabemos ao certo porque as pessoas entram e saem de nossas vidas. Talvez o tempo de Deus seja medido de forma diferente da nossa, talvez um dia possamos senti-lo assim também: que uma despedida dure apenas o átomo de um segundo, para no outro, virar um olá, até que enfim...!
    Enquanto isso, precisamos viver assim, em passos miudinhos por esta estrada, dando uma das mãos à saudade e a outra à necessidade de continuar a viver. O consolo...se é que assim se pode chamar, é que todos, sem exceção, passamos por isto. A saudade é um dos mais democráticos sentimentos...
    Um abraço! Fique com Deus.
    Bíndi e Ghost

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  2. Lamento a sua perda.
    A perda de alguém que obviamente a marcou para sempre.

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  3. Tenho uma amiga que está a passar por algo idêntico(a morte do marido) e está num desespero
    enorme e eu nem sei que lhe hei-de dizer. Faltam-me as palavras.
    Um grande beijinho, querida amiga.
    Vou vr o vídeo.
    Bjs.
    Irene Alves

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  4. Há momentos em que as palavras me faltam, e este é um deles. Aliás, não entendo a morte, seja de quem for.
    Gostei mto do teu texto, Cristina, pke está lá a tua alma toda.
    Aprende-se a conviver, como tu dizes, com as perdas, mas não se esquecem.
    Beijos e bom fim de semana.

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Obrigada pelo carinho da tua visita.