20 de novembro de 2015

Hoje Acordei a Pensar em TI...





 










… no que fomos, no que vivemos, naquilo em que nos tornámos!!!



Vi a pessoa por quem um dia me apaixonei, com os mesmos olhos com que um dia a amara. 

Lá estavam todos os pormenores, todas aquelas qualidades que aos olhos inocentes de quem gosta parecem sempre fascinantes, todos aqueles grandes obstáculos, que aos olhos de quem ama, parecem sempre pequenos. 

Fechei os olhos… para recordar o teu colo, onde me aninhava como um botão de rosa, senti a tua mão a acariciar-me os anéis do cabelo, os teus lábios macios a deslizar sobre a minha pele e ali ficava eu com as pétalas ao vento. 

Voltei a sentir tudo o que sentia quando me abraçavas – aquela sensação de que o mundo podia ruir lá fora que nada atormentaria o nosso amor aqui dentro. 

Hoje acordei a pensar em ti… nos teus hábitos, nas tuas rotinas que conheço de olhos vendados.

Hoje acordei a pensar em ti… nos pequenos nadas que se tornaram diferenças colossais entre nós, nas pequenas insignificâncias que de tão pequenas que foram, minaram toda a grandeza de um grande amor. 

O que faríamos se o ponteiro do relógio voltasse atrás? 

Até onde o faríamos recuar? 

Quais os momentos que apagaríamos, quais aqueles que viveríamos mais intensamente? 

Quais os momentos que deixámos por viver? 

Olho para o meu relógio que marca um tempo tão distante do nosso tempo, esqueço-me dos minutos, dos segundos, deveres e compromissos. 

Fecho novamente os olhos… volto a ser um botão de rosa, hoje sem cor, sem brilho, amachucada pelos dias insanos e voo até ti para me aninhar e proteger no colo.  





9 comentários:

  1. Podemos às vezes confrontar um grande problema ao amarmos: a armadilha do apego, que nos torna saudosos até de um relacionamento cheio de desarmonia. O tempo amaina as lembranças, e o passado tende a ser mais atraente que o presente...seu belo poema fala bem desta sensação de perda que nosso coração sente, e chega a iludir-nos com a ideia de que seria melhor estarmos mal acompanhados do que sós.
    Porém, a cada um segundo seus sentimentos, no seu próprio tempo, pois quem há de julgar um coração por amar demais?
    Um abraço!
    Bíndi e Ghost

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  2. Mas o tempo não volta para trás...
    Gostei do seu texto.
    Tenha um bom domingo e um boa semana, querida amiga Cristina.
    Abraço.

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  3. Os sonhos às vezes levam-nos para locais muito estranhos, perigosos até.
    Boa semana

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  4. Pra variar, querida Cristina (falo do título)!

    Um texto muito bem escrito, mas pesaroso e saudoso. Eu lembro-me do que passou, sim, lembro, mas se os acontecimentos foram bons, fico feliz por recordá-los, caso não, a memória encarrega-se de os eliminar, quase que totalmente, ou mesmo totalmente, e até o nome da pessoa, o tempo e o espaço eu esqueço.

    O passado não deve "enlutar" as nossas vidas, não deve, porque o que passou, passou, marcou, ah, pois, marcou, mas tem de ficar arquivado na memória da História, da nossa, evidentemente.

    Há tantas coisas boas para serem vividas, lembradas e saboreadas. Eu vivo um dia de cada vez, mas penso sempre que o futuro ha de, t em de ser muito mais risonho, meigo e melhor, em todos os aspetos.

    Boa semana.

    Beijinhos.

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  5. Creio que o vídeo toda a gente o conhece. A letra é significativa e encaixa-se, perfeitamente, no teu texto, mas este tipo de "ensino" temos de ser nós a fazê-lo. Os brasileiros constroem frases engraçadas, mas agora refletindo: alguém que deixa outrem ENSINA a esquecer ou como esquecer? Utopia e Thomas Morus já faleceu..

    Fica bem e feliz!

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  6. o tempo brinca connosco
    enreda-nos com diversão na sua teia
    finge que é um rio e vaza-nos no futuro
    encharcados de saudade


    aqui chegados
    com tudo o que vimos e fomos
    nada nos falta e estamos vazios


    já pedi que me sirvam um sol
    e um abraço

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    1. Olá, eu também já pedi que me sirvam um sol e um abraço.
      É sempre muito bom, quando sobrevoas este meu cantinho.
      Beijinho muito grande

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    2. Olá!
      O sol não chegou. Mas serviram-me um luar fantástico que anda a doirar com delicadeza as folhas das árvores do meu quintal. Quanto ao abraço… ainda espero por ele. :-)

      Beijinho grande

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Obrigada pelo carinho da tua visita.