30 de junho de 2015

Estranho...





Viver de um sonho
Partilhar sem retorno...

Aceitar sem perguntar
Esperar sem cobrar...

Sorrir na presença
Morrer na ausência...

Sentir em silêncio
Suspirar para dentro...

Acompanhar na sombra
Apoiar inteiramente...

Ter saudade de tocar
E ânsia de cuidar...

Esconder a vontade
Fintar o desejo...

Respeitar sem limite
Viver na eterna esperança...

 

27 de junho de 2015

Sou!!!




Sou abraço dado à distância.
Beijo ainda por saborear.
Tremor vivido a dois.
Receio de te perder.
Orgasmo oferecido em nós.
Promessa feita em silêncio.
Sorriso arrancado ao teu rosto.
Toque de pele nunca esquecido.
Visita entre as tuas pernas.
Felicidade desembrulhada para te oferecer.
Migalha da tua alma apanhada do chão.
Tristeza a vestir-se em saudade nossa.
Lágrima de sede no escuro.
Sabor roubado aos teus lábios.
Futuro pensado a dois.
Aroma pintado nos lençóis.
Reciclagem feita de gargalhadas.
Língua gemida em saliva.
Palavrão sussurrado em amor.
Vaidade por ser-me tua.
Palavra silenciada a molhar-te o olhar.

Surpresa despida a dois.
Sombra a proteger-te o corpo.
Brinde nascido em segredo.
Morada a viver-nos no peito.
Sexo de doce alento.
Sou milhares de pedaços de nós... a gritar AMOR à vida!!!


(coisas do coração... dentro de mim é um vulcão apaixonado... coração tá batendo forte... tá batendo)


26 de junho de 2015

Coisas da VIDA!!!


O coração guarda o que se nos escapa das mãos.






"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões.
Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante."



Steve Jobs
 


Não há razão para não seguir o seu coração.


24 de junho de 2015

Perdida em pensamentos!!!




(um dia escrevo um livro)

«-Posso levar-te a casa?»
Ouvi… e senti-me gelar.
Olhei para o condutor do carro que parou ao meu lado e lá estavas tu, com o teu ar descontraído, como se ainda ontem nos tivéssemos visto.
Não foi ontem… mas parece que foi… (tal é a tua presença em mim).
Passou muito tempo desde a última vez que te vi, que te falei, que te toquei.
Entrei.
Dei-te um beijo tímido no rosto e rapidamente uma avalanche de recordações me envolveu. Continuas a usar o mesmo perfume (aquele aroma tão quente que sempre me deixou em brasa). «-Eu levo-te a casa», ouvi ao longe.
A sensação que tive é que desde que entrei no teu carro, entrei noutra dimensão.
Falavas de trivialidades, do que tinha sido a tua vida desde que nos separámos… mas eu nada ouvia, nada dizia… apenas sentia frio.
Tocaste-me no joelho, quando meteste a mudança, e então acordei.
Pediste desculpa, com um sorriso maroto, como se eu não soubesse que aquele “inocente” toque havia sido propositado.
Olhei à minha volta, e embora estivesse bem longe de casa, percebi que aquele caminho me era familiar e, também ele, carregado de boas recordações!!!
E, naquela altura, tive medo…
Medo do caminho, de ti, mas acima de tudo… medo de mim!!!
«Leva-me para casa», pedi-te com a voz a tremer.
Mas tu ficaste surdo ao meu pedido e lentamente acariciaste a minha perna.
Seguimos em silêncio.
Paraste o carro naquele lugar onde outrora tantas vezes o fizeras, e disseste baixinho
«- Senti tanto a tua falta».
Envolveste-me num abraço que fez cair por terra todos os meus argumentos e defesas e foi então que, finalmente, o gelo se derreteu.
Não sei quanto tempo ali fiquei, aninhada no teu abraço, perdida no teu cheiro, ansiosa por me perder no teu gosto.
Lentamente, olhaste-me nos olhos e um arrepio de desejo percorreu todo o meu corpo.
Nunca entendi o teu magnetismo, nunca percebi esse poder que exerces sobre mim, mas, naquele instante, percebi que seria incapaz de te negar o que quer que fosse.
Puxaste-me para ti, sentaste-me no teu colo e, sem nunca retirares os teus olhos dos meus, abriste lentamente o fecho do meu vestido.
Desviaste o teu olhar e pousaste-o, voluptuosamente, no meu peito, dando a perceber o quanto me desejavas.
Senti o calor da tua boca e estremeci de prazer.
Tremulamente, deixei que também os meus dedos desapertassem os botões da tua camisa, para que pudessem acariciar o teu peito, a tua barriga…
Desapertei então o botão das tuas calças e lá estava a prova inegável de que me querias tanto quanto eu te queria.
Entraste em mim e, como sempre, fiquei com a certeza de que os nossos corpos foram feitos à medida um do outro.
Foi então que os teus olhos voltaram a procurar os meus… e por lá ficaram…
Adoro fazer amor contigo assim, num abraço único… olhos nos olhos.
Não existe melhor momento de comunhão dos  nossos seres...




23 de junho de 2015

Parece...


Parece que não aconteceu,
parece que o tempo percebeu
que precisava matar lembranças,
destruir esperanças
e voar pra bem longe
de onde eu costumava estar.
Parece que o tempo não vai voltar,
que fez um acordo comigo
de, sutilmente, me poupar.

Parece que eu gostei
e ao mesmo tempo eu não sei
se era isso mesmo que eu queria,
pois eu sonhava um dia
que o tempo não ia passar,
que amarrados um no outro
sempre iríamos estar.
 
Parece que eu não pude escolher
e você com o tempo não pôde concorrer.

Parece que foi assim,
uma história com começo e sem fim!!!

(Silvana Duboc)

22 de junho de 2015

Espera...




Observo a paisagem da minha janela e vejo as pessoas tristes!!!
Estão paradas a pensar na tristeza das suas vidas, no vazio das suas relações.
Talvez eu esteja também a evitar que as marcas de um grande amor me transformem.
Esta noite tu estás na minha mente, nas minhas memórias e... não o sabes.
Estou cansada...
Estou tão cansada!
Tenho sede e fome do teu amor, do teu tempo, mas sem ter como saciar estes desejos.
Onde estás?
Como estás?
Com quem estás?
Fazes ideia do quanto preciso de te ver a deslizar por aqui?
Imaginas o quanto gosto de ti?
Sou muito jovem para me manter presa a este amor e muito velha para me libertar e correr por esse mundo fora.
Engraçado… às vezes temos que acordar para descobrir que na realidade está tão só.
Espero por ti ardendo de saudade e desejo.
Alguma vez terei a teu doce rosto de volta?
Oh Amor, estou à tua espera… mas já é tão tarde…
Estou solitária nesta casa, com a cama feita, os lençóis imaculados prontos para te receber.
A janela aberta deixa a lua entrar.
Fecho-a, olho para o fim da rua à espera de ver a sombra da tua imagem na minha direção.
Nada vejo.
Deito-me...
O meu corpo rebola-se e anseia por dormir mas o sono nunca mais vem.
E tu também não…

18 de junho de 2015

Amor!!!





É quando leio estas coisas que me pergunto porque é que ainda tento escrever se há pessoas que dizem, em tão menos palavras, tudo o que tenho para dizer e ainda mais um bocadinho, aquele em que dizem tudo o que nunca consegui, se quer verbalizar.

Para Viver um Grande Amor
 
É preciso abrir todas as portas que fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto...para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada."

(Carlos Drummond de Andrade)


16 de junho de 2015

Há Dias Assim...



Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que sinto que vale a pena cada pingo de chuva.

Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que o calor dos raios de sol não é nada quando comparado com o calor do teu abraço.

Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que que nenhuma asa de pássaro é tão livre como a liberdade que sinto quando exploro o teu corpo.

Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que nem a ambrósia dos deuses é tão doce como o gosto da tua língua perdida na minha.

Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que o aroma da terra molhada é apenas uma brisa perto do perfume que emanas e inebrias.

Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que acredito ter vivido outras existências contigo ao meu lado, pois um amor assim teve de ser forjado em várias vidas…

Há dias assim… Em que o meu amor por ti é tão grande que sinto que é eterno...



14 de junho de 2015

Obrigada!!!



Para ti que desse lado atentamente me ouves...
E que passo a passo estás.
Para ti que na sombra me acompanhas...
E que em silêncio me observas...
Que sorris quando me espelho...
Que percebes o meu desassossego...
Para ti que assistes aos meus gestos...
E admiras as minhas palavras...
Que nas minhas imagens...
Vives a minha nostalgia...
Para ti que danças cada musica que oiço...
E sentes cada compasso...
Que escutas cada nota...
Mesmo as que não estão lá...
Que sem rosto me amparas...
E me abraças no tempo...
Que sem passado foste...
E sem futuro existes...

Para ti, sonho meu...
Que na minha fantasia és...
E que na tua companhia...
me deixas ser...

Obrigada!!!

13 de junho de 2015

Desacreditar!!!





Fui feliz enquanto acreditei!!!

Sim, porque um dia eu acreditei...

Acreditei na vida, acreditei em mim, acreditei na amizade, acreditei no amor, acreditei em quem me rodeava, acreditei nas palavras ditas, acreditei no que sentia, acreditei no que dizia e sim fui feliz assim enquanto me fizeram acreditar que podia acreditar para valer.

Nesse tempo fiz questão que acreditassem nas minhas palavras, nos meus sentimentos, na minha vontade de dar e de receber, na seriedade e serenidade de cada gesto, de cada sorriso, de cada passo dado.

Fui sincera, fui verdadeira, fui eu enquanto tudo o que podia dar e ser.

Oh inocência das inocências...

Ontem ouvi uma frase que se vestiu em mim, caiu que nem uma luva:

"o maior cego é aquele que não quer ver".



12 de junho de 2015

Alguém que eu Conheci!!!




Ia no carro perdida nos meus pensamentos quando a letra da música dos Gotye me chamou a atenção. Intitulada Somebody I use To Know descreve de forma envolvente a forma como as pessoas, que já foram muito próximas, um dia se tornam perfeitas estranhas.

Não é irónico?

Conhecemo-nos, atraímo-nos, apaixonamo-nos perdidamente...

Partilhamos as nossas insignificâncias e tudo aquilo que é relevante, abrimos as portas da nossa casa, oferecemos a nossa mesa, a nossa cama, o nosso corpo, a nossa alma, e um dia essa pessoa eclipsa-se da nossa vida e passa a não ser mais do que um ilustre desconhecido...

Conhecemos-lhe cada ruga desenhada no rosto, cada sinal pintado no corpo.

Reconhecemos cada expressão de alegria, adivinhamos-lhe a tristeza, conhecemos de cor os seus gostos, os seus desgostos e sem que nos apercebamos,  há um momento em que mal nos olhamos, mal nos cumprimentamos, mal nos vemos...

Sabemos de cor a música que gosta de ouvir, o vinho que escolhe, a comida que prefere, os caminhos que percorre todos os dias e, os anos passam e perdemos o trilho dos seus passos...




9 de junho de 2015

Nostalgias!!!





A noite, o silêncio, o calor, a lua, a música, o cheiro a verão, as recordações, o sono, o mimo, a saudade, as coisas boas do dia, o desejo, a vontade...

Tudo aliado é bomba.

É bom... muito bom... mas dói na pele... no corpo!!!

É sofrido...

O pensamento não satisfaz o desejo do corpo.

O corpo não sente o que o pensamento pede.

Gera-se a confusão, instala-se a nostalgia...

O que se sentiu um dia, parece estar à flor da pele mas o que sai são arrepios inquietos cheios de nada, suspiros vazios que enchem os olhos de lágrimas...

Não sei se de alegria se de tristeza, porque a certeza daquilo que foi já ninguém nos pode tirar.

É adquirido!!!

 

3 de junho de 2015

E o tempo passa...




Já lá vão uns quantos meses... mais de meio ano!!!

O tempo passa rápido e deixa um rasto de recordações e emoções em forma de músicas, imagens, cheiros, cores, gestos, gargalhadas, palavras, paisagens e outros estímulos que neste momento não me vêm a cabeça, mas que quando são accionados libertam uma quantidade de sensações e sentimentos que arrepiam.

Às vezes deixo-me ir atrás desse rasto, ando para trás tanto quanto posso e devo e, percebo a importância que cada pessoa ou coisa tem na minha vida.

A intensidade das recordações é medida pela intensidade das emoções sentidas.

A balança entra em campo.

Às vezes tenho de me forçar a abandonar o forward.

A dor da felicidade vivida é grande demais e a saudade rebenta como fogo de artifício.

Não sabemos se havemos de rir ou chorar, as emoções baralham-se na beleza brutal de cada momento revivido. Outras vezes dá prazer continuar e sentir o alívio de já não sentir dor nenhuma e encontrar na saudade o melhor dos sorrisos.

Assim quero lembrar, relembrar e “trilembrar”. Faz-me sorrir, chorar, sentir viva, faz-me ter vontade de continuar a angariar momentos que me façam vibrar.

Percebo mesmo que cada sorriso dado angaria outros dois.

Hoje, em forma de música, surgiu um ano de desordens e reencontros.

E atrás da música veio o mar, o sol, a areia, as conchas, a brisa de uma manha de verão à beira do mar, o vento de fim de tarde a bater na pele queimada do sol, o corpo leve sem roupa, a sombra de uma árvore, o cheiro do mar, das flores e tantas outras coisas…

Tantas coisas boas!!!

O sorriso, esse foi inevitável...





 

1 de junho de 2015

Fim de um ciclo!!!





Nunca se sabe quando chega o fim a não ser quando ele chega na realidade.
Pois foi o que aconteceu.
O ciclo fechou-se.
Senti-o com todas as letras que compõem a palavra FIM.
Bateu-me uma tristeza profunda.
Acho que é sempre assim quando alguma coisa acaba!

Um dia escrevi:

“Dentro de mim choro
Não a tua morte
Que não morreste em mim
Mas a morte de mim em ti”

Hoje escrevo:

"Dentro de mim choro
Não a minha morte em ti
Mas a tua morte dentro de mim
E é com toda a tristeza que me curvo
Diante da doce lembrança
Do que um dia foi…"

Esta sim, ficará para sempre...