30 de julho de 2015

Coisas Pequenas!!!






Hoje, 29 Julho, onde desejaria estar, é no único sitio onde fui proibida de estar, foi-me vedado... como dói.

Sinto falta de coisas pequenas... tão insignificantes como acordar e sentir o calor de um corpo quente ao meu lado, ou de um abraço protector de “Bom Dia” ou ainda, de um beijo doce de “Toca a levantar”.

Sinto falta da partilha das alegrias diárias que fazem com que a vida valha a pena, da partilha de banalidades, que não acrescentam nada aquilo que sou, da partilha de desilusões, de medos, e de chatices que  doem mas que me fazem crescer.

Sinto falta de coisas tão pequenas como partilhar aquilo que sou com alguém que me conhece… que não precisa de palavras para sentir o que me vai na alma... que não precisa que eu peça porque sabe sempre o que penso… que não precisa do verbo... para fazer a vontade.

Fazem-me falta coisas tão pequenas como saber como estou, o que comi, como me sinto, como é a minha vida, o que ganhei e o que perdi, o que conquistei e onde fui derrotada…

Sinto falta de ver reconhecidos os meus sacrfícios, que interprete os sinais da minha amargura pela profundidade das minhas olheiras, da indagação das minhas preocupações, visíveis na falta de brilho dos meus olhos, da compreensão do motivo das minhas noites de insónia.

Sinto falta da palavra certa, no momento exacto, bem como, do reconhecimento que há momentos em que no silêncio se diz tudo.

Fazes-me falta!!!





29 de julho de 2015

Suspense!!!

    




Dor latente...
Mente dormente...
Pensamento vergado e calado...
Esperança guardada...
Desejo adormecido...
Expectativas encerradas!!!
Até a alegria é comedida e contada...
E a tristeza está à porta fechada...
A ver se não sai!!!
Tudo em compasso de espera...
Assim me sinto no meio desta baralhada...
Onde não há frio não há amor...
Não há vazio não há dor...
A chuva bate mas não molha...
O sol quando aparece não aquece...
Mundo está despido e frio...
Onde o dia antecede a noite...
E a noite vem a seguir ao dia...
Numa sucessão de dias sem luz...
O que vem a seguir não sei...
Só a Lua é uma certeza...
Neste universo de incertezas!!!
Mas até esta está nua...
E envolvida num manto de sombras...
Disfarce único e irredutível...
Imposto pelo pudor...
Sobra a doce luz do seu sorriso...
Que foge através das dobras...
Lançando lianas bem fortes...
Para me poder resgatar...
E seja lá quando for...
Guarda a minha alma dorida...
Entregar-me o meu sorriso...
Envolve o meu corpo...
Num abraço de conforto...
Devolve-me a alegria e a paz...
Que um dia me foram tiradas!!!






23 de julho de 2015

Fim!!!


O blog @lgodão doce acaba as suas linhas aqui...

Começou por um grande amor e termina por um grande amor ter acabado!!!

As memórias ficarão sempre guardadas em nós, assim como ficam as palavras que aqui foram escritas com todo o sentimento dos que amam...

Mas quando a vida nos leva a perder grandes amores, as palavras que são a sua alma deixam de ter importância....


Para ti que te dei, tudo de mim, não faria sentido continuar este espaço sem ti.

Quem sabe um dia haja espaço e tempo e vidas para nos reconquistarmos!!!



21 de julho de 2015

Coisas da Vida!!!

 
   (Eu quero a calma na alma... para poder viver a vida!!!)


Hoje passou mais um marco na minha existência sem ter sido programado, nem pensado.

Mais um assunto finalmente falado, arrumado na minha cabeça e guardado no meu coração com a serenidade merecida, já que certezas não existem!!!

Falaria eternamente e continuava a falar, porque sobre alguns assuntos não existe morte... ainda ficou tanto por dizer!!!

Mas o que foi falado já sossegou muito do meu espírito.

E tornou claro que á certas coisas que não têm volta, e devem ficar arrumadas definitivamente.
Não deixa de ser triste... não deixa de ser expectante...

Fechar assuntos significa fechar etapas e fechar etapas significa começar outras!!!

Ora tanto acabar, como começar qualquer coisa que seja, para mim, é uma complicação.

É problemático fechar porque sou casmurra, é crítico começar porque acreditar é extremamente difícil, o medo fede, mas há sempre aquela curiosidadezinha que nos empurra para a frente.
 
 
Venha ela!!!



 

16 de julho de 2015

Porquê!!!


Hoje fui apanhada de surpresa..... não sei muito bem o que senti naquele momento!!!

Foi demasiado violento o impacto daquelas palavras em mim!!!

Parecia que aquilo não estava ali, eu é que lia o que queria ler....

As lagrimas pesavam no meu rosto..... 

Li e reli.... não consegui lá chegar..... só me vinha á cabeça o porque????

O porquê de andar sempre uma casa ao lado!

O porquê de acordar todos os dias com o mesmo nome na alma, de adormecer sempre com o mesmo olhar tatuado na pele.... o lembrar e lembrar a toda a hora de tudo o que senti...

Porquê????

Porque é que o medo faz de nós caranguejos..... um passo Á FRENTE E DOIS PARA TRÁS! 

Naquela noite houve uma frase que me acompanha desde então: Que saudades (ouvi)!!! 

Se eram sentidas não sei.... só tu saberás..... 

"Só quero que penses em mim, protege o que eu te dou, eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou.... 

Abraça-me e não me digas que não há forma de ficarmos perto, não há como saber se o caminho é o certo!

E em cada gesto perdido tu és igual a mim, e em cada ferida que sara escondida do mundo eu sou igual a ti".


Depois disto só te posso dizer: que a mim matam-me os dias.... as mãos vazias de ti!!!





Com todo o meu ser!!!



9 de julho de 2015

O tempo traz... leva... guarda... cura!!!

 
“E de repente a vida te vira do avesso, e você descobre que o avesso, é o seu lado certo.” - Caio Fernando Abreu.


Há dias assim!!!
Em que os pensamentos vêm ao de cima e as palavras parecem não chegar.
Dias em que fazes um apanhado de tudo o que se passou até aquele exato momento!!!
Pensas no que deu certo e no que falhou...
No que a vida te trouxe e no que ela te levou...
Pensas em pessoas...
Talvez naquela pessoa... e se tudo valeu a pena...
Se realmente faz sentido e se depois de tudo, ainda acreditas no Amor.
Pensas em cada gargalhada que deste...
No riso de alguém e no que sentes num simples gesto...
Pensas em todos aqueles que deixaste de ver... mas que a saudade não deixa esquecer...
Pensas no que fizeste de mal e no que poderia ter corrido bem...
Pensas se foste boa em alguma coisa, ou se simplesmente tentaste ser...
Pensas na lista de desejos que fizeste quando o ano entrou e fazes contas à vida para ver se os realizaste ou ainda tens a chance de os realizar... ou não...
Pensas nas horas que passaram e se usufruíste do tempo o melhor que podias...
Pensas nos dias que perdeste e naqueles que passaram a voar...
Pensas nas mudanças que a vida te trouxe e pensas o quão aprendeste com isso...
Pesas tudo numa balança e fazes um resumo de tudo...
Pensas como começaste o ano e como o queres acabar...
Nas pessoas que merecem o teu carinho e das que precisam de saltar fora da tua vida, de uma vez...
Pensas na família e se lhes deste o devido valor...
Olhas para as fotos, e vês que outrora eram mais...
Que quase nem cabiam no baú e que agora poucas há para rezar a história...
Pensas em ti e no que precisas...
No que lutaste e no que tens...
Pensas nas pessoas mais próximas e o quanto as queres do teu lado...
Pensas no porquê de haver quem te tenha abandonado, depois de tantas promessas de que não te iam deixar...
Pensas no porquê das promessas e o porquê da saudade...
Apercebes-te de que a saudade não é compensada com prendas e que o Amor dura o ano todo, mas que também pode acabar num simples momento!!!
Aprendes que a vida muda todos os dias e que tu és obrigado a mudar com ela...
Que a criança que antigamente eras, já não existe mais...
Pensas que as tuas cores favoritas mudaram e que agora até gostas de vermelho...
Que afinal és tolerante ao picante, mesmo que te recuses a comer francesinha...
Pensas no que descobriste de novo e no que te surpreendeu...
Pensas nas coisas boas e guarda-las bem dentro de ti!!!
Fazes contas à vida e percebes que no fim de tudo, o que importa é seres tu.
Que não há ninguém igual a ti própria e que, com todos os erros, estás mais forte do que nunca...
Pensas que o passado não volta e que a vida é feita com olhos postos no futuro.
E por fim, pensas como queres que seja o resto do teu ano...
Três palavras: amizade, alegria, amor.
Três ingrediente tão simples, mas que misturados, dão outro sabor à vida.
Nunca deixes que te estraguem algum deles e mesmo que o façam, vais sempre a tempo de recuperar.
O tempo traz, leva, guarda, cura, muda , transforma e faz-te aprender.
Aprendes que finais felizes não existem mas que és tu quem desenha a tua história e quem escolhe as cores que a pintam.
Por isso faz-te à vida e mesmo que corra mal, não importa.
O tempo vai-te ensinar que não tinha de ser, mas que o mais importante na vida, está em não desistir.
Por isso sonha, luta, ama, conquista mas sê sempre TU.
E nada tem mais valor do que isso!!!



8 de julho de 2015

Baú!!!

 



Hoje abri  aquele Baú antigo, de madeira velha, carunchosa, onde guardo as minhas memórias.

Lá dentro estão pequenos retalhos da minha vida, momentos que não deixo o tempo apagar e imortalizo através de pequenos objetos.


Tenho as cartas de amor da escola primária, cheias de corações foleiros e erros ortográficos, o bilhete de cinema, daquela noite de Verão onde provei o primeiro beijo, o primeiro urso de peluche, piroso, onde se vislumbram ainda os resquícios daquilo que foi um ‘I Love You’ oferecido por um admirador de nome esquecido.


Tenho ainda guardado, muitos outros segredos, por isso, há muito tempo que não abria o
Baú, porque… tinha medo.


Medo daquilo que eu sabia que iria desenterrar.


Abri-lo era encontrar-te...


Reler os teus poemas era voltar a ouvir o som da tua voz que falava do teu amor por mim, dos teus planos para o futuro, para o nosso futuro, e por um momento, ver as tuas fotografias era voltar a perder-me no teu sorriso sedutor.


O vulcão que nos últimos meses tentei adormecer, entrou novamente em erupção.


Encontrei lá dentro vestígios da nossa vida em comum: o bilhete do primeiro concerto a que assistimos a 18 maio de 2007, uma concha que me ofereceste quando me levaste a primeira vez à praia, em Tróia, o frasco vazio do perfume que me ofereceste, o prospeto daquela viagem que fizemos que publicitava a região. O bilhete do concerto da Mafalda Veiga, "Na alma e na pele" a 24 Janeiro de 2009. Uma concha de ostra com que me surpreendeste com um jantar em 2012... tantas e tantas lembranças, e momentos que por muito que tente não consigo esquecer.


Sabes…tenho até guardado o pacote de açúcar da primeira vez que me convidaste para tomar café.


Ardi de desespero e de saudade, coloquei rapidamente o cadeado no Baú e regressei à minha realidade, disfarçando a minha agonia.


Tudo o que queria era reduzir o meu tamanho, como a Alice no País das Maravilhas, queria encolher para morar dentro daquela caixinha, porque só ali, nas tuas recordações, é que o meu coração voltou a bater.



7 de julho de 2015

Uma porta que se abre!!!


 "quando uma porta se fecha, há sempre uma janela que se abre". 



E quando os factos se nos apresentam, tal e qual como são, não há volta a dar. 

É aceitar e andar para a frente.

O que veio, já ninguém nos tira. 

Morre connosco!!!

A vida é feita do que vem e do que vai.

Interessa manter a serenidade e a felicidade e seguir, porque é certo que quando acaba uma coisa outra surge e como tal logo logo começa a  expectativa do que vem a seguir. 

Desenham-se caminhos, trilham-se as margens, formam-se novos sonhos!!!

Sabendo de antemão que aprender é a ordem da vida, as coisas novas que se avizinham são necessariamente boas e gratificantes.

Uma porta que se abre, um sorriso que se rasga.


2 de julho de 2015

O Leão e a Gazela!!!




Eu sei que sou uma pessoa intensa.
Tudo é enorme, cheio, lindo ou pequeno e muito feio.
Eu sei! Sufoco de tanto gostar e sufoco quem tanto gosto.
Corro. Tenho pressa de dar e tenho pressa de chegar e...
Também corro porque tenho pressa de ter e tenho pressa de ser...
Mas corro, essencialmente porque tenho pressa de amar e ser amada.
Dou o que nunca deveria dar e exijo o não exigível...
Mas é o que me faz sentido.
Entrega, é entrega total.
É um tudo ou nada!!!
Saudável?
Percebo que não!!!
 
Quem dá envolve-se, cuida, protege, baixa a cabeça, cede, fica pequeno e frágil, submete-se.
Por isso quem dá espera, quem dá exige e, muitas vezes em silêncio.
Quem recebe raramente devolve. Quem recebe, incha, acha-se grande, superior.
Assim, e como qualquer outro animal, quem é pequeno e frágil, é vulnerável e passível de ser atacado, quem é forte e grande, por principio, ataca.
Não são precisas grandes armas, as palavras  ou a falta delas são, por vezes, as mais incisivas, agressivas e poderosas. Mas quantas vezes não são posicionamentos, olhares, meras marcações de espaço ou o tão famoso à vontadinha. Existe também o desprezo, a indiferença... coisas que não são coisa nenhuma mas que ferem de morte.
É só no momento do ataque que se toma consciência que convém levantar alguns escudos e... lá se vai a espontaneidade, a naturalidade, o saudável, o bom, o bonito, o melhor, aquela cena do “quem gosta dá”.
Começa lentamente o esforço de levar às costas o outro lado do que que se deu. O que era ar vira aos poucos chumbo.

Curto e grosso e sem qualquer emotividade à mistura, falamos de dominância. Dominância faz parte da condição animal.
Quem domina, sobrevive.
São instintos básicos de sobrevivência, acordar, correr, atacar e defender.
Os instintos de sobrevivência são sempre muito mais fortes que a razão nos animais, que se dizem irracionais. Eles precisam sobreviver.
Os animais racionais...

Provérbio Africano
“Toda manhã em África, a gazela acorda. Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver. Toda manhã o leão acorda. Ele sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome. Não importa se você e um leão ou uma gazela. Quando o sol nascer, comece a correr.



 
 
 
 
 

1 de julho de 2015

Duas vidas!!!





Hoje compreendi na perfeição o excerto do poema de Fernando Pessoa.

«Temos todos que vivemos uma vida que é vivida e outra vida que é pensada.»

Eu tenho de facto duas vidas.

A nossa vida vivida, é tão simples!
É a que é e, nada mais.
A nossa vida pensada, dá-nos a sensação de que o mundo é todo nosso, cria-nos um sentimento de insatisfação e muita pressa de viver.
É uma vida muito mais delicada. Nela cabem todos os nossos sonhos sonhados, o que somos, o que não somos, o que gostaríamos de ser e todo um sem número de pensamentos, desejos e quereres.
Ao contrário do mundo vivido, é um mundo grande, cheio, vivo, imbuído de esperança e de ilusões. Dá-nos coisas que não conhecemos, ensina-nos tudo o que não sabemos e alimenta a nossa outra vida. 
Chegamos a ter certezas e sentimentos sobre tantas coisas que não vivemos…

A vida vivida é ou pode virar, um parasita que se alimenta da vida pensada. É preciso ter cuidado e não deixar que a pensada se sobreponha à vivida porque para todos os efeitos, a vivida é a que verdadeiramente vale e é nossa.