30 de outubro de 2015

A VIDA SE FAZ AMANDO!!!






Naquele dia ele disse-lhe "levanta-te e segue a vida", ela não acreditava mais na mesma, ele nem sequer a conhecia, como poderia acreditar?

Mas a verdade é que acreditava, e acreditava porque tinha a esperança que ela voltasse à vida...

Ela voltou, talvez sem vontade mas voltou...

E sempre lhe perguntou porque ele tinha acreditado nela quando a mesma nem acreditava?

O que ele nunca lhe respondeu é que não era uma questão de acreditar nela, mas sim na vida, porque a vida tem que ser acreditada, ela existe à séculos, ou acreditamos ou simplesmente desperdiçamos o que temos de melhor... 

É mesmo a vida,

... o resto ele disse "fazemos nós"

28-10-2015







23 de outubro de 2015

As lágrimas são...







... tu querias actos... e eu queria sentimentos!!!




As lágrimas são essas gotas inocentes que nos deixam menos soberbos e mais carentes.


Quem chora não importa a idade, volta a ser criança.

Não que o choro seja apenas uma coisa da infância, mas o pranto, subtraídas as lágrimas de crocodilo e os choros derramados pelo fingimento, é um sentimento feito puramente de verdade.


Chorar é colocar para fora as ondas do nosso “mar de dentro”. 

E essas águas podem ser de alegria ou de tristeza. “A tempestade que chega é da cor dos teus olhos, castanhos...”


Eu choro por causa do “nunca mais”.

Porque nunca mais é uma espécie de morte. 

Não tenho bola de cristal para prever a sorte ou o que vai ou não acontecer, mas tenho um coração que me diz que algumas coisas eu não vou viver nunca mais. 

Esse sentimento de “nunca mais” é a ausência de algo que gostaríamos permanente. 

Mas o nosso ilimitado desejo de “para sempre” contra a vontade do universo do “nunca mais” é insuficiente.


A vida é muito parecida com uma vela. 

A chama que queima o pavio é a nossa história, a luz alegre que ilumina a nossa existência. 

Mas a vela que ilumina também é uma vela que morre. 

E ao queimar e iluminar a vela chora lágrimas quentes que escorrem da sua chama. 

Há corações que se desmancham em lágrimas como “manteiga derretida”.


Viver é ao mesmo tempo uma chegada e uma partida.

Choro o meu “nunca mais” em lágrimas inocentes. 


Pingos de saudades, gotas de chuva que anunciam um amanhã incompleto.


Essas coisas que fazem parte do meu “nunca mais”, aquelas que estão fora do meu alcance e da minha vontade e por isso mesmo é que são as partes mais importantes do meu “para sempre”...







20 de outubro de 2015

Efémero!!!





"Não corra atrás das borboletas; cuide do seu jardim e elas virão até você."


Há coisas tão efémeras!

Uma conversa, um sorriso, uma carta, um ramo de rosas, um copo de vinho, uma mensagem…

O que é agora, não o é daqui o bocado.

Hoje tive essa sensação. São coisas que nos arrancam sorrisos e que nos tocam na alma, mas que no minuto a seguir o medo nos manda esquecer, guardar, passar por cima tão rapidamente quanto possível.

Crescer tem destas coisas.

Quando se acredita, as coisas são eternas.

Quando se deixa de acreditar as mesmas coisas tornam-se efémeras.

Assim como quando se acredita guardam-se recordações no coração, quando se deixa de acreditar guardam-se armas de arremesso.





13 de outubro de 2015

Quereres!!!


Hoje acordei a pensar no que são quereres e vontades e quais são uns e quais são outros, que diferenças existem entre uns e outros, de onde vêm, porque vêm, porque nos fazem sentir tantas coisas contraditórias, porque não se entendem, porque é que têm de ser diferentes?

Acordei irritada e quase a gritar “CALA A BOCA PENSAMENTO, OU ENFIO-TE UMA FACA!” 

Deixa-me pelo menos dormir descansada!!!

Já falei tanto sobre isto que já chateia. Não gosto de estar sempre a pensar nas mesmas coisas. O certo é que eles não me saem cá de dentro…

O sonho dizia-me que existem “queres” contraditórios. O que queremos de coração e o que queremos de razão. 

Ambos são quereres. 

Os que nos dizem sê razoável não vás atrás e os que nos impelem para a “desgraça” e dizem luta pelo que queres.

Só que uns são inimigos dos outros. Uns dizem sai, outros dizem fica. Uns arranjam desculpas para sair, outros álibis para ficar. Fica deveras complicado decidir qual dos dois podemos seguir, já que um não é compatível com outro. Às vezes ficamos tempo demais a acreditar no que não é!

E, a ajudar temos sempre os indicadores externos.

O facto é que já vi muita coisa e sei o que não QUERO ver em mim, mas também sei que não QUERO ser orgulhosa a ponto de perder aquilo que poderia ter, como já aconteceu tantas vezes.

Verdade... verdadinha é que sei, de antemão, que o primeiro sai sempre a ganhar porque uma das coisas que não QUERO ver nem ser é “pedinte”. 

Não QUERO ser, nem vislumbrar qualquer coisa que se possa parecer com isso. 

Não QUERO nem sequer essa coisa perto de mim, nem ligado a mim, seja de que forma for, seja no que for ou de quem for. 

Só a ideia me repudia, mete-me nojo, arrepia-me. Não suporto a ideia de “pena”. É de todos os sentimentos aquele que mais me aterroriza. 

É perca total de dignidade. Este é um querer meu muito, muito, muito forte. 

De tal maneira forte que às vezes é doentio. 

Na dúvida retiro-me e fecho-me!!!



11 de outubro de 2015

Faz frio!!!




Faz frio.

A chuva bate nas vidraças anunciando que o Inverno chegou e que veio para ficar.

Encho a banheira com água a ferver, perfumo-a com sais especiais e mergulho.

São tão poucos os momentos de silêncio, são tão escassos os momentos de tranquilidade e naquela água fumegante há todo um Universo de energias a recuperar.

Invade-me uma sensação de calor e prazer, toda a minha fadiga se dissolve naquela temperatura, todo o meu corpo agradece o conforto.

No leitor de CD toca Sting confirmando aquilo que há muito tempo sei… How fragile are we are.

Saio da banheira e mimo o meu corpo com óleo de canela previamente aquecido, um aroma adocicado envolve todo o quarto. Massajo cada centímetro de pele, hidrato um pouco da minha auto-estima. Esqueço as imperfeições, ignoro os centímetros a mais, esqueço os centímetros a menos e valorizo o meu corpo naquilo que é… naquilo que eu sou.

Faz frio.

Aqueço o meu chá de frutos vermelhos, coloco as almofadas no chão e meto mais lenha na lareira, deixo que a manta de pêlo de ovelha me abrace, fecho os olhos e agradeço… incendeiam-se na lareira os episódios da minha vida: a infância, a adolescência, os amigos de outrora, os amigos de hoje, os amigos de sempre. A família mais próxima, aqueles que já partiram e aqueles que mesmo longe, estão sempre perto.

A filha… a neta... o nascimento, o primeiro sorriso, o primeiro abraço, o primeiro «mamã».

Faz frio… o meu coração vai aquecendo ao lembrar os degraus que subi, os patamares que alcancei, os trambolhões que dei.

Curiosamente, a cada ferida lambi o sangue, a cada nódoa negra espalhei a pomada, a cada queda ergui-me novamente.

Não sei onde me agarrei, de que muleta me servi, só sei que encontrei energia para olhar em frente e continuar a subir.

Faz frio… não interessa a temperatura que faz lá fora, interessa o que eu sinto cá dentro.

Fecho os olhos… o lume apaga-se suavemente… o chá arrefece… a tua imagem esvai-se... adormeço…






5 de outubro de 2015

Consciência!!!






Tomei consciência que a dor é um ato solitário, que alguns risos são ecos de lamentações, que alguns choros são expressões de felicidade....

Tomei consciência que o amor é um estado de alma, que a paixão é um modo de vida, que o desespero é uma palavra crescente!

Tomei consciência que a vida é feita de marés, que a nossa conduta pode conduzir alguém a bom ou mau porto!

Tomei consciência que não são só os outros a magoar-nos.... que nós também o fazemos!

E tomei consciência que não existe apenas as minhas lágrimas....

Tomei consciência que eu tenho de ser a ponte para chegar a certas muralhas.... parte de mim.... parte de nós a conquista....

Tomei consciência que nenhum barco ruma sozinho.... a menos que esteja à deriva!

O caminho faz-se andando... e ninguém pode trilhar o nosso.... e o porto nem sempre é um lugar seguro!

Às vezes há que arriscar, cair e levantar... mas nunca desistir de ser feliz!


Não queiramos ancorar o coração... deixemo-lo livre e ele saberá o que fazer de nós!!!




(...) há dias que marcam a alma de a vida da gente...






2 de outubro de 2015

Preciso-te!!!






(Tudo o que amei, amei sozinho - Edgar Allan Poe)


Preciso-te agora!!!

Só tu sabes colocar todas as minhas nuvens num outro céu. 


Conheces os silêncios dos meus desertos e os rostos dos meus fantasmas. 

Sabes que me sossego com estrelas e não com batalhas. 

Que ao aportares no meu peito se desvanecem todas as tempestades acesas. 

Tu sabes.


Só tu tens o dom de me antecipar e perceber sem perguntar por motivos. 

Carregas contigo aquele abraço pronto quando o mundo me deixa mais nua que despida, mais magoada que vencida.

Sabes, és o único que me desenlaça num sorriso. Que me segura no chão os passos e conhece nos olhos o lado de dentro do olhar.


Só tu me conheces a palma e a mão, a verdade em cada sim que disfarço de não.


Preciso-te porque sim!!!
Porque me conheces de cor... 
Porque me sabes e adivinhas...
Porque sem ti sou uma metade sozinha....uma ilha vazia!!!

Preciso-te!!!