30 de novembro de 2015

Give it Away!!!



Por muito que eu tente negar, porque sou uma saudosista e nostálgica convicta, tenho a mania de me agarrar às pequenas coisas do nada, do passado, que, algum dia, por uma qualquer história, fizeram ou fazem ainda parte da minha vida!

E quando me revejo nesse comportamento os amigos são a minha janela para o mundo!

São eles que me puxam, tentam soltar-me, arrancando as correntes que me prendem dentro desse quarto onde eu ainda guardo os sonhos amontoados!!!

Esses sonhos desarrumados, espalhados pelo chão, como roupa suja, espelho de uma qualquer desordem comovedora, são, talvez, os desejos de quem perde o coração e o deixa lá ficar na esperança de ser encontrado, apenas por quem queira invadir o quarto…

É bom sentir os amigos... o abraço dos amigos. 

Como se fosse capaz de os seguir, sem destino, mas, com a determinação convicta de que qualquer direção, será sempre a direção certa!!!

A força insistente, libertadora, deles, para que o mais pequeno ou insignificante momento se transforme num grande momento!!!

Ontem, foi assim!!!

Com os amigos, na companhia dos amigos, ao som de muitas músicas!!!

Esta foi uma delas!

Afinal, é bom dar os sonhos, para que outra pessoa se apodere deles!!!




28 de novembro de 2015

Where did I go wrong?





Where did I go wrong,
I lost a friend somewhere along in the bitterness.
And I would have stayed up with you all night,
had I known how to save a life.” 



How to save a life?

Pergunto ao espelho olhando nos olhos do meu reflexo.

Como salvar-me das garras acutilantes do amor?

Como salvar-me da chama dessa paixão que no fim de tantos anos ainda me consome?

Como libertar-me da dor do esquecimento?

Como aceitar que depois de já ter sido um feixe de luz, só reste cinza em tudo aquilo que sou?

Só tu tens a vacina para curar esta enfermidade, só de ti vem o antídoto que pode trazer-me novamente à vida. 

Só no teu beijo encontro a respiração que insufla a minha esperança de vida, só nas tuas mãos encontro a bússola que me faz descobrir o trilho a seguir, só nos teus olhos encontro a luz que servem de farol às minhas travessias e só no teu sorriso sedutor encontro a felicidade para o meu caminho.

Where did I go wrong?

Qual das minhas palavras te feriu?

Qual dos meus beijos te amargou a boca?

Qual das minhas ações te afastou de mim?

Quando é que deixei de ser bonita aos teus olhos?

Quando é que o teu coração se encantou por outra mulher?

Quando é que eu deixei de ser suficiente?

How to save (my) life?

O tempo ajudar-me-á a encontrar a resposta, não vai ser hoje, não vai ser amanhã, não sei se será nesta vida, mas o tempo encontrará a chave que vai abrir o caminho, ao meu sorriso novamente.



25 de novembro de 2015

A RAZÃO DA EMOÇÃO!!!





"O único amor que vale é o que não nasceu da razão"


(Arthur Schendel)


Tantas vezes me perguntei como agir após uma emboscada do destino, uma traição da vida, um momento infeliz. 


Se através da razão ou da emoção. 

Muitos exemplos me ensinaram a fazer o uso do bom senso, do equilíbrio, sem saberem, todavia, se o meu coração navegava num mar de tranquilidade ou se estava perto de explodir de emoções absolutamente impossíveis de conter.

Mas como aceitar avisos que, embora, pareçam sábios, sei que esses conselheiros não podem ver o que está dentro do meu peito.

Fico cismada de vez em quando, de como utilizar a razão, quando preciso de cuidar das coisas da alma e do coração. 

Como raciocinar livremente de forma a desprezar um passado que continua presente? 

Como construir um futuro com alicerces de bom senso se as paredes do meu espírito são pintadas com a cor viva da emoção?

Como tomar decisões à luz da razão quando na caminhada da minha existência vivem o amor, as suas perdas, as suas conquistas, a traição, a desforra, o despeito, uma saudade que nunca acaba?

Como viver afinal, entre a razão e a emoção, sem que o  meu interior seja um palco de um duelo sentimental entre duas guerreiras da alma, que confundem os meus sentidos, brincam com o tempo, criando e matando esperanças, desafiando a felicidade, julgando e condenando todos os meus outros sentimentos?

Se muitos pudessem ver o teatro oculto do meu espírito não ficariam a exigir que os meus atos corram sempre em rios serenos da prudência. 

Se pudessem rasgar os panos que escondem as minhas inquietações mais íntimas viriam que a razão da emoção é a maior verdade de todas as verdades.

A razão é dura. 

A emoção sonha. 

A razão é fria. 

A emoção é ardente. 

A razão é insípida. 

A emoção é doce. 

A razão é imparcial. 

A emoção toma partido da paixão, tem o olhar da alvorada, a sensibilidade do anoitecer.

Jamais os amores que tem o cheiro eterno começaram no berço da lógica. 

A razão é apenas a tinta sem perfume que ensina e conserta as coisas materiais. 

A emoção conserta a vida, o amor, o desamor.

Muitos dizem que a razão é que desenha a calma na face dos Homens. 

Mas o que importa, se algumas vezes, a emoção nos faz derramar num choro que não acaba nunca?

Só choramos pelo que amamos. pelo que queremos ardentemente. 

Pelo que perdemos. 

Pelo o que nos sufoca a alma ou nos magoa o coração.

Por isso, a vida ensinou-me que posso renunciar a tudo, excepto ao amor, ao que remexe a minha alma, ao andar das emoções que me fazem adormecer nas nuvens.

O caminhar intrigante do tempo fez com que eu me encantasse pelo perfume do desconhecido, pelo um sonho que ainda não sonhei, por uma manhã que ainda não vivi, pelo colorido de uma emoção que ainda vai acontecer.

Que importa o futuro se a história que ele vem contando, a insípida da razão, há muito já me confidenciou.


20 de novembro de 2015

Hoje Acordei a Pensar em TI...





 










… no que fomos, no que vivemos, naquilo em que nos tornámos!!!



Vi a pessoa por quem um dia me apaixonei, com os mesmos olhos com que um dia a amara. 

Lá estavam todos os pormenores, todas aquelas qualidades que aos olhos inocentes de quem gosta parecem sempre fascinantes, todos aqueles grandes obstáculos, que aos olhos de quem ama, parecem sempre pequenos. 

Fechei os olhos… para recordar o teu colo, onde me aninhava como um botão de rosa, senti a tua mão a acariciar-me os anéis do cabelo, os teus lábios macios a deslizar sobre a minha pele e ali ficava eu com as pétalas ao vento. 

Voltei a sentir tudo o que sentia quando me abraçavas – aquela sensação de que o mundo podia ruir lá fora que nada atormentaria o nosso amor aqui dentro. 

Hoje acordei a pensar em ti… nos teus hábitos, nas tuas rotinas que conheço de olhos vendados.

Hoje acordei a pensar em ti… nos pequenos nadas que se tornaram diferenças colossais entre nós, nas pequenas insignificâncias que de tão pequenas que foram, minaram toda a grandeza de um grande amor. 

O que faríamos se o ponteiro do relógio voltasse atrás? 

Até onde o faríamos recuar? 

Quais os momentos que apagaríamos, quais aqueles que viveríamos mais intensamente? 

Quais os momentos que deixámos por viver? 

Olho para o meu relógio que marca um tempo tão distante do nosso tempo, esqueço-me dos minutos, dos segundos, deveres e compromissos. 

Fecho novamente os olhos… volto a ser um botão de rosa, hoje sem cor, sem brilho, amachucada pelos dias insanos e voo até ti para me aninhar e proteger no colo.  





19 de novembro de 2015

Todas as cartas de amor são ridículas!!!


...ohhh ... a deliciosa carta de amor!!!


“Todas as cartas de amor são ridículas” dizia Fernando Pessoa na pele de Álvaro de Campos mas apesar da enorme admiração pelo ortónimo e pelo heterónimo, não podia discordar mais.

Numa era em que as tecnologias tomaram conta das nossas vidas e se tornaram o veículo da manifestação das nossas emoções, continuo a ser apologista, e uma séria defensora, das cartas de amor.

Que bom que é escolher um papel bonito, ir buscar a nossa melhor caneta, aquela que nos faz a letra mais bonita, e desenhar um laço que una o nosso coração àquela folha em branco.

Custa começar, eu sei, é verdade, são tantos sentimentos que se atropelam, cada um deles a querer manifestar o seu carinho, o seu desejo, a sua paixão.

São apressados, não fazem fila, não se organizam ordeiramente e a nossa mão, de repente, é impelida a escrever em êxtase tudo o que lhe vai na alma.

E sim, aqui até podemos ser um bocadinho “ridículos” mas ao amor tudo é permitido, não nos coibimos de usar palavras tolas, doces, diminutivos, metáforas, hipérboles e um sem número de recursos estilísticos que sejam uma expressão sintomática de tudo o que sentimos.

Depois assinamos, perdemos infindáveis minutos a escolher a expressão certa para colocar termo a tão importante missiva, não queremos ser lamechas, não queremos ser formais, queremos apenas que o destinatário daquelas palavras sinta, quão verdadeiro é, aquilo que escrevemos.

Fechamos a carta, seguramos o selo como se fosse de cristal e colamo-lo com jeitinho.

Olhamos emocionadas para aquele pedaço de amor branco que vai voar dos nossos dedos.

Depositamos-lhe um beijo na esperança que a acompanhe ao longo de todo o trajeto e que ainda esteja fresco no momento da recepção.

Ao colocar a nossa carta no correio ficamos com um sorriso doce a imaginar o rosto daquele a quem escrevemos.

Imaginamos a sua perplexidade ao abrir a sua caixa do correio, imaginamos o seu olhar iluminado ao ver a nossa letra, a sua admiração ao reconhecer-nos no remetente e a sua felicidade ao descobrir o que nos ia na alma.

Enviar uma carta de amor a quem amamos, pode ser uma forma antiquada de manifestar os nossos sentimentos, mas é sem dúvida uma forma bonita de marcar a diferença.





18 de novembro de 2015

Anjo Bom & Anjo Mau!!!




... e tudo isto depois de escutar um "... sonha com os anjos"

Considero-me boa pessoa, sei que há dentro de mim um anjo que me instiga diariamente com as suas asas a ser uma pessoa melhor, mas também há um anjo mau que desperta algumas sensações menos boas em mim…

Anjo Mau, aquele que acorda comigo, que desliga com violência o despertador e que me pede para ficar embrulhada nos lençóis mais um bocadinho, sorte a minha que se desprende da alvura da almofada o Anjo Bom que me dá um beijo meiguinho e me diz: «- Levanta-te minha querida, tens um dia maravilhoso à tua espera, não desperdices nem mais um minuto». E eu, decidida levanto-me.

Dentro do closet ao escolher a roupa, sou invadida pelo Anjo Mau que me tortura: ”Que trapos são estes? Não vais para a rua assim vestida, pois não? Essa saia tem décadas, essas calças já não se usam. Estás a precisar de ir às compras…» Afortunadamente o Anjo Bom sai de uma gaveta e diz-me sorridente «Meu amor, veste o teu vestido branco, calça uns saltos altos, solta o cabelo e…sorri.” Faço-lhe a vontade e lá vou eu.

Já a caminho do trabalho o Anjo Mau strikes again“Mas tu não podias andar mais depressa? Que lesma!!! As regras foram feitas para serem quebradas, sabes disso, não sabes? Despacha-te, dá emoção à tua vida logo de manhã! “ E logo ecoa a voz do Anjo Bom: “ Já viste que dia lindo está hoje? Já reparaste no dia lindo que está hoje? Já viste as paisagens maravilhosas à tua volta?” Abro o vidro, olho pelo fresco da janela e inspiro risonha.

No escritório, o Anjo Mau atormenta-me todo o dia: “Estás rodeada de incompetentes! Porque raio fazes o teu trabalho e o dos outros? Já viste que não para um segundo? Vai tomar um café e demora-te a ler o jornal. São horas de almoço, larga o computador!” Felizmente que o Anjo Bom vai-me sussurrando «Já viste a sorte que tens em fazer o que gostas? Como te sentes por poder ajudar tantas pessoas à tua volta? És uma excelente profissional e eu orgulho-me muito de ti! E continuo debaixo de uma montanha de papéis a fazer o melhor que sei, o melhor que posso.

Fim do dia… chego a casa e o jantar está por fazer e o cansaço não me dá tréguas. O meu amigo de vestes escuras alicia-me: «Deita-te no sofá, encomenda uma pizza e todos vão ficar felizes.»O meu amigo de vestes imaculadas aconselha: «Toma um duche, despoja-te do pó deste dia, faz uma salada e um peixinho grelhado, confeciona-os com amor porque as boas energias vão ser absorvidas pela comida e ficarás mais  feliz. Tomo um banho de imersão, encho a banheira de sais, mergulho durante meia hora e vou grelhar salmão.

Hora de ir para cama. E agora sou eu que escondo o Anjo Bom na gaveta, dou duas voltas à chave e chamo pelo Anjo Mau, afinal sou uma Mulher Fantástica e nunca disse que queria ser perfeita!!!




14 de novembro de 2015

Mais um...





Cada ano vivido, aprendo a lidar mais ou menos melhor com a vida e a vivê-la com mais calma mas também com mais paixão.

Vou aprendendo a lidar com meu lado sombra e a fazer brilhar meu lado luz.

Vou aprendendo a lidar com os outros…a retribuir gentilezas, a defender-me dos ataques, a não dar tanta importância para o que não merece a minha atenção.

Vou aprendendo que a opinião dos outros é apenas a opinião dos outros e que isso não interfere na minha vida.

Vou aprendendo que algumas pessoas só se aproximarão por interesse. 

Quero aprender a ser mais gente, a estender a mão quando me pedem ajuda, a calar quando devo calar e a me afastar quando as energias simplesmente não combinam mais.

Quero aprender que a tolerância é a chave mestra da existência…e quero ter um coração agradecido e feliz.

Quero a ser a minha melhor amiga e a ficar do meu lado sempre…a dizer e ouvir um “não” com sabedoria…

Não quero comparações, nem quero mais me colocar para baixo.

Quero aprender que não devo esperar muito dos outros…bem pelo contrário, devo esperar pouco, bem pouco para não ter surpresas desagradáveis e decepções…

Quero conseguir manter a calma…e pedir ajuda quando não o conseguir.

Quero conseguir colocar na minha cabeça que eu não tenho nada…tudo é ilusão…eu só tenho a mim e só terei a mim pela eternidade

Só envelhecemos de fato, quando nos fechamos para a vida e para o novo. 

Neste novo aniversário não quero ter idade, quero vida!!!

Cada ano que passe quero aprender a lidar melhor com ela…e quando mais aprender mais quero ser 


FELIZ…


12 de novembro de 2015

Ouvi dizer que gostas de mim...



Ouvi dizer que gostas de mim...

Ouvi, mas sabes? 

Necessito de que me digas... 

Não te escondas no silêncio, não tenhas receio de o dizeres... 

Demonstra, da forma que melhor sabes, mas faz...

Porque um dia pode ser tarde... 

Mesmo que saibas, ou não que eu também possa gostar de ti .


Se não me o disseres, nunca saberás... 

O orgulho não leva a parte alguma... 

O amor demonstra-se, reparte-se, dá-se... 

Quero que me digas e não quero ouvir pela boca de ninguém, mas pelos teus lábios e talvez os meus também digam o mesmo, encostados aos teus.









4 de novembro de 2015

Dance with my father again!!!




Existem dores que não falecem nunca!!!

Não as conseguimos enterrar, nem tão pouco esquecer, é que nos ficam, irremediavelmente, marcadas na memória como uma cicatriz permanentemente aberta!

Faz hoje 13 anos, uma dessas dores chegou-me de forma súbita, crua e chocante! 

A partir desse momento ficou a morar em mim a solidão, o abandono sentido da tua perda, um vazio que me consome, por vezes, a alegria, como se fosse um buraco negro perdido na minha alma.

Parte de mim ficou irremediavelmente perdida nesse universo de tristeza, de projecções que não foram realizadas, de histórias que não foram contadas, de desejos não concretizados… e, simultaneamente, são muitas as recordações que ficaram presas à minha memória e que sofrem por terem terminado de crescer e, hoje, não passarem apenas de doces lembranças.

Não! Não se esquece! Esta dor não acaba por passar!

Aprende-se a conviver com ela, um pouco mais todos os dias, porque esta dor é inevitável!

Por todos os silêncios, que agora são constantes, por todos os beijos que deixei de dar e receber, por todos os abraços que se anularam, e pela mão protectora que me deixou de acarinhar a cabeça!!!

Hoje, porque te amo pela eternidade, se pudesse congelar o tempo, era contigo que dançava!!!