24 de novembro de 2016

O nosso olhar...



(... até ao infinito e mais além)


Sei que um dia, não sei quando, vamos-nos olhar... 

Sinto!!!

Nesse que dia, vamos dizer somente com os olhos o que sentimos.

Será uma conversa longa, será um encontro de vidas. 

Será o culminar do conhecimento... 

No espaço e entre o nosso espaço, vamos falar do passado e sorrir no presente... 

Será um minuto eterno, a nossa forma de dar-mos as mãos e de unirmos os nossos corpos.

Um momento que ficará para sempre na nossa mente ... 

Olharei para ti construindo-te e despindo-te a alma... 

Dar-te-ei a minha essência através das pupilas... 

Ficarás com o meu corpo gravado... 

Nesse olhar teremos tanto para fazer... 

Sei que depois, deixaremos as roupas caídas no chão... 

Cada um trará o perfume do outro, o cheiro e a saliva repartida... 

Traremos a esperança infinita de ficarmos juntos...sempre e para sempre!!!

Mesmo que depois não consiga olhar para ti. 


Fecharei os olhos e encontrarei o teu olhar, porque existem olhares que nos marcam para sempre.

E tu marcas já hoje...





26 de outubro de 2016

A VIDA!!!




A porta fecha... a chave desliza...  e de imediato o Rui Veloso senta-se no sofá do lado a dar voz ao magnífico poema de Carlos T, Nunca Me Esqueci de Ti.

O meu pensamento voa pelos acordes da melodia… 

Houve um tempo em que sabia de cor todos os seus movimentos, as cores que ele vestia, o perfume que usava, os livros que lhe adormeciam na cabeceira. 

Hoje desconheço as estradas por onde caminha, os terrenos que explora, os socalcos em que tropeça, as areias movediças em que se embrenha, a relva macia que lhe faz cócegas nos pés.

Onde o levam os seus passos?

Que outros passos caminham ao seu encontro para o receber?

A vida é feita de isto mesmo, não são estradas planas, alcatroados, lisas que se desenham com traço fino de pincel, com mesclas de cor de felicidade.

A vida faz-se de cruzamentos sombrios, com cores escuras e misteriosas.

Nunca sabemos onde nos levam os atalhos e caímos na ilusão constante que aquele é o caminho mais perto.

Ainda não chegámos a meio e já nos assalta o desejo de voltar atrás, mas o caminho inverso é proibido, é próprio dos fracos e daqueles que se recusam a aceitar um erro e crescer com ele, por isso, enchemos o peito de ar e avançamos, a medo, e com o desejo que melhores caminhos virão.

Quando estes chegam, abrimos as janelas da alma de par em par para que o ar viciado nos abandone e inundamos os pulmões de ar novo, vida nova e continuamos a andar.

Olha à sua volta, observa a estrada por onde desliza, sem trambolhões, sem escorregadelas, sem altos nem baixos.

Há muito que a vida desliza suavemente, aprendi a aceitar os pingos de chuva que me tocam o rosto com a mesma sabedoria com que me deixo tocar pelos raios de sol.




29 de setembro de 2016

Music Box...




Tenho um grande fascínio por caixas de música, há qualquer coisa nelas que encerra uma beleza divina.
São uma metáfora da vida, da essência feminina, são o esplendor, em forma de música, de arte e da imagética feminina.
Quem pega na caixa deixa-se deslumbrar pelo seu mistério, pela sua forma macia e arredondada.
Segura-a com cuidado com as duas mãos, sente-lhe o peso da madeira e não controla o desejo de saber o que vai encontrar lá dentro.
Levanta-lhe a tampa com suavidade e docemente se extasia pelos primeiros acordes que flutuam à sua volta.
E eis que, numa aparição de delicadeza, vulnerabilidade, subtileza, e encanto surge a pequena bailarina.
Ela é singela, delicada e os mais incautos consideram-na frágil, que néscios são… Esta menina, como qualquer mulher, vive a dicotomia entre o ser e o parecer. Esforça-se para estar sempre de vestido vaporoso e cuidado, de cabelo meticulosamente arranjado onde cada fio se encaixa num pequeno totó.
A seda dos seus sapatos brilha a cada movimento e as suas fitas de seda estão encantadoramente enroladas nos seus magros tornozelos.
A sua expressão é séria, mas muito doce, quem olha para ela sente a felicidade que emana ao dançar, sente o amor por estar ali connosco.
Mas a alma da bailarina, ninguém vê, está vedada aos insensíveis e só os olhos de quem verdadeiramente ama, consegue compreender.
A sua alma sofre… castigam-na as dores da vida a dançar, doem-lhe os pés de suportar o seu corpo, amarguram-lhe os braços de tanto querer levitar, rasga-se a carne por não poder engordar, fraturam-se os ossos a cada movimento.
Todos os dias morre mais um bocadinho.
O que a verdadeiramente mata é o esquecimento a que é votada.
Quando a caixa de música é nova, há sempre alguém que diariamente a quer abrir, desfrutar da sua companhia, rejubilar com a sua magia.
No entanto, o tempo vai passando e a pequena bailarina deixa de ter um lugar primordial no coração de quem a possui e que todos os dias se esquece dela, sem se aperceber do sofrimento que causa.
Um dia, a caixa de música deixará de tocar e a singela boneca jamais se movimentará.
O motivo?
As lágrimas que tanto chorou enquanto a caixa esteve fechada e que enferrujou todas as molas que a faziam movimentar.
Tudo na vida tem um tempo certo: há um momento para abrir a caixa de música, outro para escutar a sua melodia e admirar quem dança lá dentro e finalmente, há um tempo para a fechar e não mais abrir!!!


6 de setembro de 2016

Trust me…I won’t let you fall…



Habitas uma fortaleza onde não deixas ninguém entrar, e da qual estranhamente não queres sair porque te dá a segurança de quem precisa da zona de conforto para poder respirar e sobreviver.

Uma vida cheia de desilusões provocadas por aqueles que mais amavas, o sofrimento causado pela partida de quem mais querias, o vazio deixado por quem jurara que jamais iria partir, transformou a doçura do teu coração em letal veneno, que usas e abusas para te alimentar tentando assim afastar os outros de ti. Os teus olhos, outrora brilhantes, projetam apenas o cinzento do fundo do mar e o teu coração que antes voava pelos teus sentidos, fechou-se numa caixa imaginária da qual perdeste a chave com medo de voltar a amar.

Eu surgi numa tarde, com a frescura de uma manhã de primavera e não consegui ficar indiferente à pessoa que surgia diante de mim. Apaixonei-me naquele segundo porque a minha alma há muito que se tinha apaixonado por ti. Deslumbrei-me com a descoberta do homem maravilhoso que és, cada dia ao teu lado era um presente abençoado.

Hoje, volvido algum tempo, se tivesse de escolher uma palavra para te definir, escolheria antítese. Nesse homem que és e por quem me apaixonei um dia, existe a dicotomia de um ser que gosta de mim mas não me quer amar, viveste anos e anos de amor despedaçados contra as rochas na praia, e olhas para mim como se eu fosse mais uma onda com o mesmo destino.

És a pessoa mais verdadeira, doce e meiga que cruzou no meu caminho, mas agora foges por atalhos de frieza sem deixar pegadas que eu possa seguir. Da mesma forma que um dia depositaste beijos com sabor a mel na minha boca, calas-me agora com amargos silêncios e esforçaste-te a todo o custo para deixar este amor sucumbir.

Os valores que reconheceste na minha alma e que apregoaste como basilares para a nossa vida em comum, esses valores que içaste como estandarte ao vento, apagas neste instante com uma borracha mágica, dizendo que não passou tudo de um engano.

Se é amor que sentes, dá-lhe vida, sê vida porque o meu amor por ti não se vai evaporar, se sentes que o céu está a desabar sobre ti e te deixa submerso em nuvens de abandono, tristeza e sofrimento, acredita que eu irei procurar-te nesses escombros e irei trazer-te novamente ao percurso cristalino que o universo traçou para ti…traçou para nós…

É fácil amar nos dias de sol, nos dias em que o vento sopra a nosso favor e a sua brisa nos impele a seguir de mãos dadas o nosso caminho. Fácil é viver uma relação marcada pela confiança do que se sente, pela verdade dos propósitos pela honestidade do que sentimos. Difícil é dizer “Olá” e receber um “Adeus”; difícil é querer proteger alguém que orgulhosamente não precisa de nós, difícil é querer abraçar alguém que não suporta o contacto da nossa pele, difícil é amar alguém que nos responde “Gosto de ti” quando lhe dizemos “Amo-te”; difícil é aceitar partir quando tudo o que queríamos era ficar.

Mas se o amor que floresce no nosso peito for verdadeiro, reconhecemos que todas as dificuldades existem para esculpir este diamante em bruto. Desconfio sempre daquilo que é fácil, daquilo que não dá luta, daquilo que não se conquista. Só queria que algures, nesta voragem do tempo, chegasses à mesma conclusão que eu.

Trust me…I won’t let you fall…



30 de agosto de 2016

Que o amor nos salve da vida...



Pois a vida é uma experiência dura... muitas vezes confusa... incompreensível e incerta...e reconhecer um abrigo no meio de tanta inquietude é acolher o tempo da clareza, em que tudo passa a ser suprido de sentido.

Alguns amores nos salvam da vida!!!

Por resgatarem quem somos depois que partes de nós mesmos são deixadas pelo caminho. 

Por fazerem de nossas cicatrizes parte de suas estruturas também. 

Por acolherem nossa história com delicadeza, transformando o que era imperfeito numa nova possibilidade. 

Por permitirem o encontro com a esperança, o cortejo com a fé. 

Por dividirem as angústias do existir, permitindo que nossos fantasmas sejam lapidados, nunca enterrados.

O amor nos torna vulneráveis. 

Ainda assim, percebemos sua urgência quando compreendemos que a vida é uma faísca, um piscar de olhos entre o nascente e o poente de nós mesmos.

Como diz a canção, "a vida tem sons que para gente ouvir precisa aprender a começar de novo..." 

E descobrimos que começar de novo não significa retroceder, mas entender que não haverá mais de nós em cada esquina ou aeroporto. 

Que não há outro tempo em que estaremos juntos além do tempo presente que se descortina diariamente. 

Que não seremos melhores ou maiores além do que podemos ser nessas horas em que vivemos e permanecemos lado a lado.

De vez em quando torna-se necessário fazer o caminho de volta para que o amor nos reconheça também. 

Desistir das corridas, dar trégua aos projectos 'imprescindíveis' , abandonar rotinas desgastadas pelo tempo, apaziguar o contrato com a pressa. 

Resgatar os laços, valorizar os momentos, perceber-se merecedor daquilo que não se toca nem se vê. 

Arriscar a travessia, suportar os desvios do percurso, desistir de antigas rotas, aplacar a saudade do que ainda está lá.

O tempo leva embora de diversas maneiras, enquanto a vida traz sem grande alarde.

Que haja lucidez. 

Lucidez para enxergar os presentes que recebemos e poucas vezes enxergamos. 

Lucidez para valorizar o que nos pertence de fato. 

Lucidez para aceitar o fim de um tempo e o começo de outro, diferente, mas nem por isso pior. 

Lucidez para acolher o que é verdadeiro, real e provido de sentido.

Lucidez para amar e ser amado. 

Lucidez para finalmente permitir que o amor nos salve da vida...


(DA)

14 de julho de 2016

Cookies!!!





Hábitos, rotinas, dependências são os nossos cookies mentais.
São-nos transmitidos por um padrão e sem que se dê por isso.
As sensações ficam gravadas em determinados registos do nosso inconsciente e vamos busca-las automaticamente sempre que precisamos de conforto, de tempo ou de aconchego, até nos apercebermos que não passam de cookies.
Os cookies são semi-precisos, facilitam em algumas situações da nossa vida e do nosso dia-a-dia mas se não os tivermos experimentamos sensações novas todos os dias.
A parte boa é que nada dura para sempre, por isso de vez em quando eles apagam-se sozinhos, sendo que os mais teimosos, teremos de os fazer desaparecer sob pena de vivermos iludidos para o resto das nossas vidas!!!



17 de junho de 2016

A Profecia Celestina!!!



Há pessoas que surgem na nossa vida, por alguma razão que desconhecemos, mas sentimos que de alguma forma estamos ligados a elas, ou que pelo menos já estivemos, nesta ou noutra vida.

Todos nós já tivemos aquela sensação de dejá vu, aquele pressentimento que já estivemos com aquele ser em algum lado.

Quando nos conhecemos foi assim. Rapidamente encontrámos uma série de afinidades, partilhámos algumas confidências, que nem os amigos mais próximos conheciam e, continuamos aqui , para nos apoiarmos mutuamente.

Contigo, senti que as palavras de James Redfield encaixavam na perfeição «Quando alguém se cruza no nosso caminho, traz sempre uma mensagem para nós. Encontros fortuitos são coisa que não existe. Mas o modo como respondemos a esses encontros determina se estamos à altura de receber a mensagem ».

Fica a sugestão de leitura, este é um daqueles livros que surge uma vez na vida para mudá-la para sempre.

A Profecia Celestina de James Redfield




17 de maio de 2016

Destino!!!




Saber esperar é algo que só o tempo nos ensina, não adianta ouvir os conselhos alheios, ler a literatura dos sábios porque só a sabedoria do tempo tem os ensinamentos que cada vida precisa para nos fazer evoluir enquanto pessoas, enquanto seres humanos que procuram apenas a felicidade.

Foi o tempo que esculpiu todos os atalhos para chegares até mim, afastando lentamente todas as pedras do meu caminho, arrancando uma a uma as ervas daninhas, esfumando todos os meus fantasmas e dissolvendo todos os meus medos.

Não sei de onde vens, não imagino que mares tiveste de atravessar, que ondas sulcaste em noites de tempestade, desconheço os cantos de sereias que te encantaram.

Só sei que chegaste e não preciso saber mais nada.

Trazes contigo o calor da tua mão que guiará o meu destino, trazes contigo um sorriso encantador que irá salpicar os meus dias de felicidade, trazes contigo o brilho das estrelas, na luz dos teus olhos, que iluminará todas as minhas noites, trazes contigo, não uma promessa de amor eterno, mas o desejo de um amor, hoje, verdadeiramente sentido.

 - Quero fazer-te feliz. (sussurras baixinho ao meu ouvido) – Quero fazer-te feliz. (murmuro num fio de voz).

E quando os nossos olhares entram dentro da essência um do outro, as bocas unem-se selando um amor que há muito era esperado.

A minha pele arrepia-se sempre que lhe tocas, são os ecos de outras vidas em que estivemos unidos, que gemem de felicidade neste novo reencontro.

Perco-me no teu abraço porque os teus braços são nuvens de algodão…

Perco-me no teu beijo porque ele torna-se no sopro que me alimenta a vida…

Faço amor contigo com a alma porque os corpos já se fundiram num só...

... e já não existes tu, já não existo eu!!!


27 de abril de 2016

Preciso de ti!!!




Preciso de ti.

Por nenhuma razão em especial.

Apenas por tudo, apenas por nada.

Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias.

Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes.

Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço.

Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos.

Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço.

Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua.

Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora.

E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio!!!






22 de abril de 2016

VIVER!!!



Cada momento da nossa vida “representa” uma música diferente! 
E, da mesma forma que não há dois momentos iguais, não existem duas músicas iguais! 
Não seria bom se a nossa vida, em cada um desses momentos tivesse, também, uma banda sonora?!
É sexta-feira, véspera de fim-de-semana, e porque nada acontece por acaso, existindo sempre uma relação de causa e efeito, não existem coincidências nas leis do Universo, a mim, durante estes dias, escapando à realidade, só me apetece VIVER!!!
Ouvir esta música com o corpo todo, como se fosse um enorme ouvido onde ela se entranha.
Ouvir a música e dançar, dançar, dançar como se o amanhã não mais existisse!!!
E o tempo só existe porque somos nós que vamos progredindo, somos nós que vamos existindo com tudo o que fazemos, ou deixámos de fazer.
Mas, durante estes dias, não!!!
O tempo vai parar para que eu possa VIVER!!!
Espera-me tudo o que a vontade quiser se eu não desistir de sonhar com a alma e sentir com o coração.
Eu sou o meu princípio e o meu fim!!!
Sou o meu ponto de partida e a minha própria chegada!” – é o que eu afirmo, convicta!!!
Entre esse ponto de partida e de chegada está um mar infinito de oportunidades, pronto para me apreciar devidamente, para me amar.
À minha espera, certamente, família, amigos ou outras pessoas, não saberão ser ou existir sem mim!!!
A esses eu quero chegar como o sol quente todos os dias, sempre que lhes sorrir.
E não vou, nunca, deixar de sorrir porque eles saberão igualmente corresponder-me.
Mas não agora, não durante estes dias!!!
Vou VIVER!!!
Porque a realidade é transformada ao minuto.





12 de abril de 2016

Amar tem destas coisas!!!


As nossas palavras para sempre...

Afinal foi para ti que escrevi...

Conto-te um segredo, talvez até já tu saibas, mas não deixa de ser o nosso segredo.

Um dia decidi escrever, sei lá, soletrar as palavras carregadas do que eu sou e levar-te até ti...

Palavras com café, palavras vestidas de pijama pelas horas tardias, mas sim para ti...

Palavras que por vezes despidas de tudo mas com tanto, eram mesmo as palavras que te queria dizer, porque tinham lágrimas, esperanças, visões e soletravam desejos de um abraço entre as nossas linhas.

Tu lias e eu escrevia...

E assim foram as palavras que te disse....

Eram as palavras que lias. Nunca me interessou se eram as mais bonitas, se faziam prosas e se ficavam bem escritas, porque as minhas, as nossas palavras eram mesmo para serem quentes, nas tuas noites frias, ou com uma arajem a mar nas manhãs de sol e com sabor a mel e canela nos dias mais sombrios...

Sempre inventei palavras, talvez até fosse uma “idiota”, mas sei que a minha ideia, mesmo era que estivéssemos bem, um e o outro...

Nunca me vi ao espelho nem te vi a ti espelhado, mas sim em pensamentos estavas lá para as nossas palavras de conforto e de carinho, porque nunca quis ser a melhor, mas sim ser apenas um ser humano e nada mais do que isso, com tantos defeitos e algumas virtudes, mas que te escrevia as palavras que te queria dizer olhos nos olhos, ou simplesmente soletrar-te aqui devagarinho, mas que te dissesse estou aqui para ti.

Porque o estar não basta dizer, tinha mesmo que te escrever as nossas palavras, aquelas desajustadas mas tão acertadas que nos entram na mente, porque não existem palavras bonitas, mas sim sentidas!!!




Adoro a primeira e ultima parte.
A primeira porque são os preliminares e a ultima porque é o culminar da exaustão.
Não falo do meio, porque esse meio só é conseguido porque nos amamos, sabes não é para todos...
O melhor mesmo é pararmos no meio e ficarmos ali a sentirmos-nos sem nada e com tudo, porque no meio perdermos-nos entre um e o outro!!!

1 de abril de 2016

Chama acesa...


No ar dançava o inebriante aroma do incenso e no chão havia um trilho romântico de velas acesas, perfumadas...

Uma a uma, deixei que me guiassem sabendo que me conduziriam até ti… encontrei-te… naquele esconderijo onde a luz era mais intensa. 

O quarto estava cheio de ti, a tua sombra era desenhada nas paredes pela chama das velas acesas, o teu perfume sobrepunha-se a todos os outros aromas. 

Aproximaste-te devagar e colocaste nos meus lábios um beijo leve e doce… tão doce, tão quente. 

Deixaste que o meu corpo se despojasse de roupa e de timidez e deitaste-me nua sobre as almofadas do chão.

No leitor de CD tocavam acordes de Bach, nos copos escorriam as gotículas do vinho tinto, nos vidros gemiam os assobios do vento e o meu corpo tremia e desejava-te como se fosse a primeira vez. 

O amor fez-se… o amor faz-se… de pequenos gestos, de pequenos nadas, de insignificâncias. 

De velas e aromas, de palavras sussurradas ao ouvido, de arrepios na pele, de respiração a arfar, de corações a bater descompassados. 

A chama do amor não precisa ser uma chama avassaladora, que nos faz arder na sua combustão, mas tem que ser espevitada, tem que iluminar o corpo e a alma… para nunca se deixar morrer!!!



30 de março de 2016

Cinco Sentidos!!!




Primeiro foram os olhos que te trouxeram até mim.

Devagar… devagarinho surgiste tu, vindo do nada e ocupando de forma avassaladora a tela da minha vida.

Olhei-te...
Observei-te...
Admirei-te...
Apreciei-te...

Entraste-me na retina e não mais de lá saíste.

Depois ouvi-te... não foram palavras que escutei, foram acordes de harpa que fizeram retinir todas as campainhas do meu corpo, que embalaram as minhas células numa valsa de saltos altos à luz da Lua.

Inalei-te… a que cheiras tu? Que aroma é esse que se desprende de ti e como um néctar dos deuses me envolve nessa tua sedução. Que fragrância o teu corpo emana que se evapora para o meu corpo e que deixa a tua presença em mim?

Toquei-te…que textura tem a tua pele? Não é seda, porque esta é magnífica e fria e o teu corpo é maravilhosamente quente. Não é linho, porque este é sublime e áspero e tu és sublimemente macio.

Provei-te… no teu beijo há a luxúria do mais glamoroso vinho, há o requinte do mais caro champanhe, há a doçura da mais delicada sobremesa.

Senti-te… e da troca de olhares, no gosto dos beijos, no toque de peles, no aroma dos corpos suados… 

apaixonei-me…


9 de março de 2016

Coisas que eu gosto!!!



(quase de partida... mas volto, vou só ali visitar o sol!!!)

Gosto, gosto muito, de dias solarengos, daqueles que abrem de par em par as janelas da nossa alma e aquecem a nossa essência, com boas energias, logo pela manhã.

Gosto, gosto particularmente, da minha família, que é perfeita porque tem sido construída com as imperfeições de cada um dos seus elementos, a começar por mim, e cada aresta é limada nas suas fragilidades, pelo amor que nos une.

Gosto, gosto bastante, do meu trabalho que está longe de ser o ideal, está longe de gostar de mim como gosto dele, mas é nesta aventura diária que dou sentido à minha vocação, é nele que me entrego e me cumpro como pessoa que considera sempre que se pode fazer um bocadinho mais pelo outro, porque a minha profissão vai muito para além de manuais, de ministros e ministérios.

Gosto, gosto com paixão, de praia (mais no verão, menos no inverno) é incrível aquela sensação de paz e limpeza interior que nasce num passeio pela areia, à beira-mar, é mágica a frescura da água que nos vem beijar os pés, é pacificador receber a dádiva de amor do sol que se esconde no horizonte com a promessa de amanhã regressar.

Gosto, gosto com devoção, de livros: como ficar indiferente ao cheiro de páginas novinhas acabadas de folhear? Como resistir ao apelo do título, à textura da capa? Como não nos apaixonarmos pelos seus heróis e como não odiar os seus vilões?

Gosto, gosto com todos os meus sentidos, de música, a minha alma é uma pauta onde alguém escreveu uma melodia. Toda eu sou um banco de dados, cronologicamente ordenados, das músicas que me acompanharam ao longo desta pista de dança que se chama vida.

Gosto, gosto com prazer, de noites frias a comer gelado de caramelo, embrulhada numa manta, a ver um filme até adormecer antes do seu final, vencida pelo cansaço dos dias...

Gosto, gosto com o coração a transbordar de alegria, de beijos na testa... festinhas no cabelo, vindas das mãos pequenas das crianças da família quando me enrosco no sofá que aproveitam a oportunidade para me despentear com mimo e emaranhar com a ternura dos seus dedos pequenos, o meu cabelo. Prazer supremo é ainda o teu toque, de mãos decididas e seguras, que desliza carinhosamente pelos meus fios de cabelo onde em cada madeixa depositavas uma dádiva de amor.

Gosto, com todo o meu coração, das minhas amigas. Hoje percebo perfeitamente a frase que diz «Os amigos são a família que nós escolhemos». Nem sempre as exigências desta vida louca em que vivemos nos permitem desfrutar da companhia umas das outras, mas o que importa é que nos dias em que a vida se torna mais pesada, estamos sempre lá. Não para dizer palavras doces ou mascarar a verdade, mas para dizer aquilo que cada uma de nós precisa ouvir, porque os verdadeiros amigos defendem sempre que, vale mais uma amarga verdade, do que uma doce mentira.

Gosto, gosto com ternura, de abraços!!! Aquela sensação mágica de ter alguém nos braços, como uma cidadela de afetos. Aquele momento em que os corações batem frente a frente, o rosto se encaixa no ombro, o perfume suaviza as nossas mágoas.

Gosto, gosto eternamente, da minha mãe e de tudo o que aprendi com ela, do brilho dos seus olhos, da sua capacidade única de transformar cada uma das minhas lágrimas numa centelha de esperança.

Gosto, gosto com todo o amor da minha alma, de duas criaturas a quem sempre chamei “pipoquinhas” porque me ensinaram o significado da expressão «amor incondicional» e porque ao olhá-las nos olhos percebo o sentido da vida que vim viver.

Gosto, gosto muito de me sentir abençoada, por ter a sorte de fazer esta travessia ao lado daquelas pessoas cujo abraço me liberta do cansaço, da tristeza, do peso dos dias mais difíceis. 
E gosto, que também elas sintam no meu abraço o porto seguro que precisam para ancorar.


7 de março de 2016

Love You for a Thousand Years!!!

Acredito na intemporalidade do amor, na viagem que as almas companheiras fazem através do véu dos tempos, só para se encontrarem. 

Há amores assim, que na sua grandeza, não se esgotam numa única vida, precisam voltar à terra de vez em quando para se completarem. 

Por essa razão existe muitas vezes no coração das pessoas, uma profunda sensação de vazio, porque mesmo que tenham alguém ao seu lado que as faça sentir bem, nunca se sentem completamente preenchidas, há sempre qualquer coisa que não as faz viver em pleno aquele sentimento.

Olham para o espelho e perguntam onde é que está o erro, onde é que se perderam nesta trajetória dos dias, porque é que não dá certo?

A resposta é simples: porque não é amor…é amizade, companheirismo, desejo, interesses vários…mas não é amor!!!

Amar alguém é aceitar essa pessoa como ela é, como os seus inúmeros defeitos, com as suas incomensuráveis falhas, com os ecos do seu egoísmo, com a voragem dos seus conflitos interiores…devastadores…

Amar alguém é continuar a escolher aquele ser humano, mesmo que ao nosso lado gravitem outras pessoas: podem ser mais bonitas, mais inteligentes, mais sensíveis, mais alegres, mais leves, podem amar-nos mais e até melhor, podem ser exatamente aquilo que queremos, aquilo com que sempre sonhámos, mas estão longe de ser o que desejamos porque o nosso coração continua a gritar aquele nome que muitas vezes nos faz sofrer, mas que é também o nome a quem se deve toda a felicidade desta viagem pela vida!!!

Esta vida…
a vida que vim viver… 
tem o teu nome timbrado na minha voz...
tem o teu nome gravado na minha pele...
sempre o teu nome esculpido no meu corpo!!!

E se este amor não for vivido agora, eu sei que um dia os nossos destinos se vão voltar a encontrar...
porque amo-te há mil anos… 
e amar-te-ei… por mil anos mais!!!