30 de março de 2016

Cinco Sentidos!!!




Primeiro foram os olhos que te trouxeram até mim.

Devagar… devagarinho surgiste tu, vindo do nada e ocupando de forma avassaladora a tela da minha vida.

Olhei-te...
Observei-te...
Admirei-te...
Apreciei-te...

Entraste-me na retina e não mais de lá saíste.

Depois ouvi-te... não foram palavras que escutei, foram acordes de harpa que fizeram retinir todas as campainhas do meu corpo, que embalaram as minhas células numa valsa de saltos altos à luz da Lua.

Inalei-te… a que cheiras tu? Que aroma é esse que se desprende de ti e como um néctar dos deuses me envolve nessa tua sedução. Que fragrância o teu corpo emana que se evapora para o meu corpo e que deixa a tua presença em mim?

Toquei-te…que textura tem a tua pele? Não é seda, porque esta é magnífica e fria e o teu corpo é maravilhosamente quente. Não é linho, porque este é sublime e áspero e tu és sublimemente macio.

Provei-te… no teu beijo há a luxúria do mais glamoroso vinho, há o requinte do mais caro champanhe, há a doçura da mais delicada sobremesa.

Senti-te… e da troca de olhares, no gosto dos beijos, no toque de peles, no aroma dos corpos suados… 

apaixonei-me…


9 de março de 2016

Coisas que eu gosto!!!



(quase de partida... mas volto, vou só ali visitar o sol!!!)

Gosto, gosto muito, de dias solarengos, daqueles que abrem de par em par as janelas da nossa alma e aquecem a nossa essência, com boas energias, logo pela manhã.

Gosto, gosto particularmente, da minha família, que é perfeita porque tem sido construída com as imperfeições de cada um dos seus elementos, a começar por mim, e cada aresta é limada nas suas fragilidades, pelo amor que nos une.

Gosto, gosto bastante, do meu trabalho que está longe de ser o ideal, está longe de gostar de mim como gosto dele, mas é nesta aventura diária que dou sentido à minha vocação, é nele que me entrego e me cumpro como pessoa que considera sempre que se pode fazer um bocadinho mais pelo outro, porque a minha profissão vai muito para além de manuais, de ministros e ministérios.

Gosto, gosto com paixão, de praia (mais no verão, menos no inverno) é incrível aquela sensação de paz e limpeza interior que nasce num passeio pela areia, à beira-mar, é mágica a frescura da água que nos vem beijar os pés, é pacificador receber a dádiva de amor do sol que se esconde no horizonte com a promessa de amanhã regressar.

Gosto, gosto com devoção, de livros: como ficar indiferente ao cheiro de páginas novinhas acabadas de folhear? Como resistir ao apelo do título, à textura da capa? Como não nos apaixonarmos pelos seus heróis e como não odiar os seus vilões?

Gosto, gosto com todos os meus sentidos, de música, a minha alma é uma pauta onde alguém escreveu uma melodia. Toda eu sou um banco de dados, cronologicamente ordenados, das músicas que me acompanharam ao longo desta pista de dança que se chama vida.

Gosto, gosto com prazer, de noites frias a comer gelado de caramelo, embrulhada numa manta, a ver um filme até adormecer antes do seu final, vencida pelo cansaço dos dias...

Gosto, gosto com o coração a transbordar de alegria, de beijos na testa... festinhas no cabelo, vindas das mãos pequenas das crianças da família quando me enrosco no sofá que aproveitam a oportunidade para me despentear com mimo e emaranhar com a ternura dos seus dedos pequenos, o meu cabelo. Prazer supremo é ainda o teu toque, de mãos decididas e seguras, que desliza carinhosamente pelos meus fios de cabelo onde em cada madeixa depositavas uma dádiva de amor.

Gosto, com todo o meu coração, das minhas amigas. Hoje percebo perfeitamente a frase que diz «Os amigos são a família que nós escolhemos». Nem sempre as exigências desta vida louca em que vivemos nos permitem desfrutar da companhia umas das outras, mas o que importa é que nos dias em que a vida se torna mais pesada, estamos sempre lá. Não para dizer palavras doces ou mascarar a verdade, mas para dizer aquilo que cada uma de nós precisa ouvir, porque os verdadeiros amigos defendem sempre que, vale mais uma amarga verdade, do que uma doce mentira.

Gosto, gosto com ternura, de abraços!!! Aquela sensação mágica de ter alguém nos braços, como uma cidadela de afetos. Aquele momento em que os corações batem frente a frente, o rosto se encaixa no ombro, o perfume suaviza as nossas mágoas.

Gosto, gosto eternamente, da minha mãe e de tudo o que aprendi com ela, do brilho dos seus olhos, da sua capacidade única de transformar cada uma das minhas lágrimas numa centelha de esperança.

Gosto, gosto com todo o amor da minha alma, de duas criaturas a quem sempre chamei “pipoquinhas” porque me ensinaram o significado da expressão «amor incondicional» e porque ao olhá-las nos olhos percebo o sentido da vida que vim viver.

Gosto, gosto muito de me sentir abençoada, por ter a sorte de fazer esta travessia ao lado daquelas pessoas cujo abraço me liberta do cansaço, da tristeza, do peso dos dias mais difíceis. 
E gosto, que também elas sintam no meu abraço o porto seguro que precisam para ancorar.


7 de março de 2016

Love You for a Thousand Years!!!

Acredito na intemporalidade do amor, na viagem que as almas companheiras fazem através do véu dos tempos, só para se encontrarem. 

Há amores assim, que na sua grandeza, não se esgotam numa única vida, precisam voltar à terra de vez em quando para se completarem. 

Por essa razão existe muitas vezes no coração das pessoas, uma profunda sensação de vazio, porque mesmo que tenham alguém ao seu lado que as faça sentir bem, nunca se sentem completamente preenchidas, há sempre qualquer coisa que não as faz viver em pleno aquele sentimento.

Olham para o espelho e perguntam onde é que está o erro, onde é que se perderam nesta trajetória dos dias, porque é que não dá certo?

A resposta é simples: porque não é amor…é amizade, companheirismo, desejo, interesses vários…mas não é amor!!!

Amar alguém é aceitar essa pessoa como ela é, como os seus inúmeros defeitos, com as suas incomensuráveis falhas, com os ecos do seu egoísmo, com a voragem dos seus conflitos interiores…devastadores…

Amar alguém é continuar a escolher aquele ser humano, mesmo que ao nosso lado gravitem outras pessoas: podem ser mais bonitas, mais inteligentes, mais sensíveis, mais alegres, mais leves, podem amar-nos mais e até melhor, podem ser exatamente aquilo que queremos, aquilo com que sempre sonhámos, mas estão longe de ser o que desejamos porque o nosso coração continua a gritar aquele nome que muitas vezes nos faz sofrer, mas que é também o nome a quem se deve toda a felicidade desta viagem pela vida!!!

Esta vida…
a vida que vim viver… 
tem o teu nome timbrado na minha voz...
tem o teu nome gravado na minha pele...
sempre o teu nome esculpido no meu corpo!!!

E se este amor não for vivido agora, eu sei que um dia os nossos destinos se vão voltar a encontrar...
porque amo-te há mil anos… 
e amar-te-ei… por mil anos mais!!!



1 de março de 2016

Déja vu...




Parece aquele "déja vu".

Era nisto que eu estava a pensar. Pelo menos na forma como o decifrei.

Já que cada poema tem várias interpretações.


"Saltar o muro"
Quando se quebra o encanto e não há nada
mais a fazer que suportar a dor,
quando a noite não traz a madrugada
e o mundo se acinzenta e perde a cor,
quando surge iminente o fim da estrada
e qualquer coisa diz que a caminhada
poderia ter tido outro valor,
é mais que tempo de saltar o muro
e retomar a busca do futuro."


(posted by Torquato da Luz) 


Há um tempo para tudo.

Há o tempo que temos para ver se as coisas acontecem e o tempo que temos para fazer as coisas acontecer (esta frase não é minha).

A partir daqui, se nada aconteceu é tempo para saltar o muro e procurar o futuro.

Não sem dor...

Claro!!!

E, de preferência, não sem conseguir ver qualquer coisa de positivo.

Mesmo que a madrugada não apareça, a cor esmoreça e o beco seja sem saída, tem de haver sempre um pássaro a cantar do lado de lá do muro, só é preciso ver onde.



... de mim...para ti!!!