27 de abril de 2016

Preciso de ti!!!




Preciso de ti.

Por nenhuma razão em especial.

Apenas por tudo, apenas por nada.

Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias.

Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes.

Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço.

Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos.

Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço.

Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua.

Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora.

E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio!!!






22 de abril de 2016

VIVER!!!



Cada momento da nossa vida “representa” uma música diferente! 
E, da mesma forma que não há dois momentos iguais, não existem duas músicas iguais! 
Não seria bom se a nossa vida, em cada um desses momentos tivesse, também, uma banda sonora?!
É sexta-feira, véspera de fim-de-semana, e porque nada acontece por acaso, existindo sempre uma relação de causa e efeito, não existem coincidências nas leis do Universo, a mim, durante estes dias, escapando à realidade, só me apetece VIVER!!!
Ouvir esta música com o corpo todo, como se fosse um enorme ouvido onde ela se entranha.
Ouvir a música e dançar, dançar, dançar como se o amanhã não mais existisse!!!
E o tempo só existe porque somos nós que vamos progredindo, somos nós que vamos existindo com tudo o que fazemos, ou deixámos de fazer.
Mas, durante estes dias, não!!!
O tempo vai parar para que eu possa VIVER!!!
Espera-me tudo o que a vontade quiser se eu não desistir de sonhar com a alma e sentir com o coração.
Eu sou o meu princípio e o meu fim!!!
Sou o meu ponto de partida e a minha própria chegada!” – é o que eu afirmo, convicta!!!
Entre esse ponto de partida e de chegada está um mar infinito de oportunidades, pronto para me apreciar devidamente, para me amar.
À minha espera, certamente, família, amigos ou outras pessoas, não saberão ser ou existir sem mim!!!
A esses eu quero chegar como o sol quente todos os dias, sempre que lhes sorrir.
E não vou, nunca, deixar de sorrir porque eles saberão igualmente corresponder-me.
Mas não agora, não durante estes dias!!!
Vou VIVER!!!
Porque a realidade é transformada ao minuto.





12 de abril de 2016

Amar tem destas coisas!!!


As nossas palavras para sempre...

Afinal foi para ti que escrevi...

Conto-te um segredo, talvez até já tu saibas, mas não deixa de ser o nosso segredo.

Um dia decidi escrever, sei lá, soletrar as palavras carregadas do que eu sou e levar-te até ti...

Palavras com café, palavras vestidas de pijama pelas horas tardias, mas sim para ti...

Palavras que por vezes despidas de tudo mas com tanto, eram mesmo as palavras que te queria dizer, porque tinham lágrimas, esperanças, visões e soletravam desejos de um abraço entre as nossas linhas.

Tu lias e eu escrevia...

E assim foram as palavras que te disse....

Eram as palavras que lias. Nunca me interessou se eram as mais bonitas, se faziam prosas e se ficavam bem escritas, porque as minhas, as nossas palavras eram mesmo para serem quentes, nas tuas noites frias, ou com uma arajem a mar nas manhãs de sol e com sabor a mel e canela nos dias mais sombrios...

Sempre inventei palavras, talvez até fosse uma “idiota”, mas sei que a minha ideia, mesmo era que estivéssemos bem, um e o outro...

Nunca me vi ao espelho nem te vi a ti espelhado, mas sim em pensamentos estavas lá para as nossas palavras de conforto e de carinho, porque nunca quis ser a melhor, mas sim ser apenas um ser humano e nada mais do que isso, com tantos defeitos e algumas virtudes, mas que te escrevia as palavras que te queria dizer olhos nos olhos, ou simplesmente soletrar-te aqui devagarinho, mas que te dissesse estou aqui para ti.

Porque o estar não basta dizer, tinha mesmo que te escrever as nossas palavras, aquelas desajustadas mas tão acertadas que nos entram na mente, porque não existem palavras bonitas, mas sim sentidas!!!




Adoro a primeira e ultima parte.
A primeira porque são os preliminares e a ultima porque é o culminar da exaustão.
Não falo do meio, porque esse meio só é conseguido porque nos amamos, sabes não é para todos...
O melhor mesmo é pararmos no meio e ficarmos ali a sentirmos-nos sem nada e com tudo, porque no meio perdermos-nos entre um e o outro!!!

1 de abril de 2016

Chama acesa...


No ar dançava o inebriante aroma do incenso e no chão havia um trilho romântico de velas acesas, perfumadas...

Uma a uma, deixei que me guiassem sabendo que me conduziriam até ti… encontrei-te… naquele esconderijo onde a luz era mais intensa. 

O quarto estava cheio de ti, a tua sombra era desenhada nas paredes pela chama das velas acesas, o teu perfume sobrepunha-se a todos os outros aromas. 

Aproximaste-te devagar e colocaste nos meus lábios um beijo leve e doce… tão doce, tão quente. 

Deixaste que o meu corpo se despojasse de roupa e de timidez e deitaste-me nua sobre as almofadas do chão.

No leitor de CD tocavam acordes de Bach, nos copos escorriam as gotículas do vinho tinto, nos vidros gemiam os assobios do vento e o meu corpo tremia e desejava-te como se fosse a primeira vez. 

O amor fez-se… o amor faz-se… de pequenos gestos, de pequenos nadas, de insignificâncias. 

De velas e aromas, de palavras sussurradas ao ouvido, de arrepios na pele, de respiração a arfar, de corações a bater descompassados. 

A chama do amor não precisa ser uma chama avassaladora, que nos faz arder na sua combustão, mas tem que ser espevitada, tem que iluminar o corpo e a alma… para nunca se deixar morrer!!!